O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para apurar possível prática de improbidade administrativa pelo deputado estadual Douglas Garcia, que usou seu email institucional e seu expediente na Assembleia Legislativa para elaborar um “dossiê de antifascistas”.
A denúncia acatada pelo MP-SP foi realizada pelo PSOL, através da Bancada Ativista, mandato coletivo do PSOL na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A deputada estadual Isa Penna e a deputada federal Sâmia Bomfim também denunciaram formalmente o deputado bolsonarista e serão chamadas para contribuir com informações junto ao inquérito civil.
Em junho, Garcia anunciou ter compilado informações como nomes, locais de trabalho e fotos de cerca de mil pessoas autodenominadas antifas. “Filtrando os antifas de outros Estados para encaminhar a deputados estaduais responsáveis para que tomem as devidas providências contra estes terroristas. Vamos criar uma rede de combate ao terrorismo”, escreveu o deputado estadual à época.
O fundador da Ação Antifascista São Paulo, Gustavo Bellatore, o fundador da Gaviões da Fiel, Chico Malfitani, e Beatriz Mascarenhas, membro do Porcomunas, organização de torcedores do Palmeiras, também devem ser ouvidos pelo Ministério Público por terem participado do ato antifascista na capital de São Paulo no final de maio.


