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Neste sábado, haverá novo ato contra privatização e destruição do Complexo do Maracanã, no Rio

Neste sábado (16), a população do Rio de Janeiro terá mais uma oportunidade para protestar contra a privatização do estádio do Maracanã e a destruição do Estádio de Atletismo Célio de Barros, do Parque Aquático Julio Delamare, da Escola Friedenreich e da Aldeia Maracanã. Antes do término das obras no Complexo do Maracanã, o destino do maior estádio de futebol do Brasil já está definido pelas autoridades estaduais e empresários interessados na exploração comercial do espaço.

A manifestação “A Cidade é Nossa! Ato contra a privatização do Rio de Janeiro”, será uma caminhada da Praça Saens Peña (com concentração à partir de 10h) até o estádio do Maracanã. O ato é organizado pelo Comitê Popular da Copa e Olimpíadas e conta com o apoio dos mandatos dos deputados do PSOL Chico Alencar e Marcelo Freixo e do vereador Renato Cinco, também do PSOL.

Marcada para o dia 11 de abril, a licitação do Complexo do Maracanã segue o modelo proposto pela empresa mais interessada na administração do local: a IMX, do empresário Eike Batista. A proposta da IMX deixa claro o interesse na elitização do futebol. Um trecho do documento afirma que os clubes serão beneficiados pela “mudança do perfil do público” do estádio, bem como pelo aumento do valor dos ingressos. Vale lembrar que os clubes estão impedidos de participar da licitação.

O vereador Renato Cinco explica que a “necessidade” de acabar com o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Julio Delamare só surgiu com a proposta criada pela IMX, que pretende utilizar esses espaços para a construção de lojas, bares e estacionamentos. Para a área onde hoje existe a Escola Friedenreich, há o projeto de construção de quadras de aquecimento do Maracanãzinho.

“A mobilização popular é fundamental neste momento de privatização e destruição de mais um espaço público de entretenimento popular e de treinamento de atletas. Em algumas modalidades esportivas, o único espaço de treino disponível no Rio”, afirma o vereador.

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