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No Amapá, deputado do PSOL quer garantir inclusão de casais homoafetivos em programas sociais

Projeto de Lei de autoria do deputado estadual do PSOL no Amapá Paulo Lemos visa garantir às pessoas que mantêm união estável homoafetiva, entendida como entidade familiar, o direito de serem inseridos nos programas sociais do Governo do Amapá. O projeto entrou na pauta da Assembleia Legislativa na sessão realizada na última quarta-feira (25).
 
Até a votação do PL, a proposta ainda precisa ser apreciada pelas comissões de Constituição, Justiça, Redação e Cidadania (CJR) e da que trata dos direitos da pessoa humana, e de Gênero (CDH), tão logo sejam escolhidos os membros pela Casa. Depois desse processo, o desafio será ganhar a aprovação da bancada evangélica e dos partidos tradicionais de direita, uma vez que o tema pode gerar polêmica, embora o autor do projeto esteja confiante da aprovação.
 
“Acredito que os deputados se posicionarão a favor da matéria, porque isso é um direito que assiste o cidadão, independente de sua orientação sexual. Apesar da Constituição Federal restringir o conceito de família composta apenas entre homem e mulher, já existe decisão do Supremo Tribunal Federal que reconhece a união estável homoafetiva como entidade familiar; e o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo”, defende Paulo Lemos.
 
Em um de seus artigos, o PL exemplifica a inscrição de casais do mesmo sexo, com união estável, nos programas habitacionais. “Além disso, o PL garantirá que nos convênios assistenciais contratados, ou outros instrumentos firmados com o governo, considere em suas cláusulas a união estável homoafetiva como entidade familiar, visando a sua inscrição no acesso ao benefício, como o Bolsa Família, por exemplo”, diz o deputado.

 

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