No último domingo (31), Taís Lane dos Santos, militante do MTST e dirigente do PSOL em Maceió, capital do Alagoas, foi covardemente agredida na cidade de Rio Largo. Após quase ter sido atropelada pelo sargento Mauro Jorge Clemente, ainda foi covardemente agredida com xingamentos, ameaças e socos.
Além das agressões, a ex-candidata a vereadora pelo mandato coletivo Bancada da Periferia em Maceió também foi impedida de registrar um boletim de ocorrência na cidade em uma evidente tentativa da polícia militar e civil do estado de proteger o acusado.
Na delegacia de flagrantes, apenas o sargento foi ouvido para a produção do boletim de ocorrência e Taís e sua cunhada, testemunha ocular do fato, foram liberadas sem a oportunidade de registrar depoimento.
O PSOL em Alagoas tem convivido com uma série de violências e ameaças. Eliane Silva, dirigente do partido no estado e do Setorial Nacional de Mulheres do PSOL, já recebeu ameaças de morte por sua atuação política no estado. Assim como há menos de duas semanas o dirigente do partido em Maceió, Igor Silva, foi agredido fisicamente durante uma invasão da polícia à Ocupação Tereza de Benguela.
“O PSOL e as Mulheres do PSOL Alagoas se solidarizam com a companheira Taís Lane, e repudia toda e qualquer ação truculenta e que ameace a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, principalmente vinda do Estado”, afirma em nota a presidenta do PSOL Alagoas, Marcela Carnaúba Pimentel.
Leia a nota do PSOL Alagoas na íntegra:
No dia 31 de janeiro, a companheira do Diretório Municipal do PSOL Maceió, ex-candidata a vereadora pelo mandato coletivo Bancada da Periferia e militante do MTST, Taís Lane dos Santos foi covardemente agredida na cidade de Rio Largo. Taís, após quase ter sido atropelada pelo Sargento Mauro Jorge Clemente, foi covardemente agredida com xingamentos, ameaças e socos, pelo simples fato de ser mulher e de ter ousado confrontá-lo acerca do seu comportamento agressivo na condução do veículo.
A nossa companheira, além de ter sofrido violência física e verbal, ainda teve seus direitos violados pela má condução da polícia militar e civil do Estado de Alagoas, na tentativa de proteger o acusado. Taís foi impedida de registrar o BO na cidade de Rio Largo, tendo em vista que foi conduzida pelos policiais (subordinados do SARGENTO Mauro Jorge Clemente), para a delegacia de Maceió, e em nenhum momento teve seu depoimento registrado.
Na delegacia de flagrantes, na edição do B.O. apenas o sargento foi ouvido e Taís e sua cunhada, testemunha ocular do fato, foram liberadas sem a oportunidade de registrar depoimento, o que só revela o caráter protecionista da corporação com relação ao delito cometido pelo referido sargento.
O PSOL em Alagoas tem vivido uma escalada de violência com ameaça de morte a nossa dirigente do Partido e da Direção Nacional da Setorial de Mulheres do PSOL, Eliane Silva, que já recebeu ameaças de morte por conta de seu enfrentamento contra as desigualdades sociais; e do nosso candidato a vice-prefeito em Maceió e dirigente municipal, Igor Silva, que a menos de duas semanas, em uma invasão da polícia à Ocupação Tereza de Benguela, foi agredido fisicamente.
O PSOL e as Mulheres do PSOL Alagoas se solidarizam com a companheira Taís Lane, e repudia toda e qualquer ação truculenta e que ameace a vida das trabalhadoras e dos trabalhadores, principalmente vinda do Estado. Não nos calaremos diante das injustiças e exigimos explicações do Estado sobre a violência sofrida por nossas companheiras e nossos companheiros de luta!
Maceió, 01 de fevereiro de 2021
Marcela Carnaúba Pimentel
Presidenta do Diretório Estadual do PSOL Alagoas



