O P-SOL contou com dois militantes do Festival Mundial da Juventude
e dos Estudantes, realizado no inicio do mês de agosto na cidade de
Caracas, na Venezuela.
Este festival é realizado desde 1948, por iniciativa do governo da
extinta União Soviética, logo após o fim da primeira guerra mundial e
sua primeira sede foi a cidade de Praga o eixo deste festival eram as
reivindicações democracias a participação de jovens de todos o mundo
era garantida através do comitês nacionais preparatório organizados
pelos PCS locais.
Como política dos PCS os festivais também sofreram as mesma influencias
que sofreram os regimes dirigidos por estes últimos, durante todo o
período da guerra fria foram usados para dar sustentação à política de
Stalin da coexistência pacifica. A crise do regime do leste na década
de 80 levou os festivais há uma crise que se refletiu no ultimo
festival em realizado na Argélia – apenas 500 delegados participaram.
Apesar de os PCS não haverem mudado de postura em relação á condução e
a políticas para os festivais, este festival que acontece em Caracas é
composto de ingredientes especiais que dão importância à nossa
participação.
Um dos primeiros elementos que contribui para dar mais importância ao
signifacdo deste festival é o local onde esta sendo realizado, ainda
que tenhamos distintas caracterizações sobre o processo venezuelano,
concordamos que naquele país há um importante foco de enfrentamento
anti-imperialista e anti-capitalista que tendo seu povo o principal
protagonista, ainda que chaves seja a expressão mais visível deste
processo, por outro lado a América Latina, continente rebelde, que
abriga este país, tem sido palco de importantes lutas de resistência e
enfrentamento o melhor exemplo depois da Venezuela é a Bolívia com a
Lei do Hidrocarboretos,uma clara conquista das mobilizações populares
daquele país e por fim a acessão de Lula/PT ao poder no Brasil,
aplicando a risca os planos de ajuste dos organismos multi-laterias
ONU, OMC, FMI ect, inaugura uma etapa importante de experiências do
movimento de massa latino-americano e da esquerda socialista mundial
com os governos de centro esquerda e com o social liberalismo. Todos
estes componentes dão ao Festival uma nova perspectiva.
Este festival acontecendo neste contexto possibilitou a nós do P-SOL
conjuntamente com outras organizações da esquerda socialista
e democrática como o MST argentino e organizações como Utopia na
Venezuela estabelecer uma agenda comum de atuação internacional, com
base em acordos mínimos sobre nossas distintas caracterizações e
unidades programáticas para impulsionar atividades em comum. Um dos
frutos mais importantes deste festival, já neste espírito, foi a
realização de duas reuniões organizadas por estas Organizações
políticas e que contou com a representação vários paises latino
americanos e que resultou em uma declaração política que, apesar de ser
limitada em relação a algumas caracterizações é uma avanço na medida em
que aponta para a necessidade de aprofundamento destes debates e abre
para a possibilidade de atuações unitárias no futuro.
Com se sabe o PCdoB, foi responsável pela organização do comitê
nacional, e em nome da UNE consegui não só 150 vagas de avião de SP a
Caracas, mas também 10 ônibus de Manaus a capital venezuelana. Da pra
imaginar o tamanho do rolo que passaram na nossa juventude, das vagas
de avião apenas uma foi liberada (esta vaga foi ocupada pelo
companheiro Fred P-SOL/SP – Ciências Sociais USP) e dos 10 ônibus,
acredite nem sequer uma vaga. Quanto a mim, a direção do partido
garantiu minhas passagens.
Durante o festival realizamos alguns contatos importantes, fizemos
várias reuniões e visitamos duas cidades uma delas pólo industrial da
Venezuela e que mantém fabricas auto-gestionadas por operários, a outra
concentra parte da produção agrícola. Lamentavelmente nesta ultima não
foi possível reunir com setores organizados já na primeira houve uma
importante reunião entre nós P-SOL o os militantes do MST (Argentina) e
dirigentes da mais importante Central Sindical da Venezuela a UNT, onde
conhecemos sua experiência com o processo revolucionário e suas
caracterizações sobre o processo e seus atores, este setor sem duvida é
o mais critico da postura de chaves e de seu governo e mantém total
independência em relação à estes porém reconhece e reivindica os
avanços da Revolução Bolivariana e como todos os outro setores com os
quais conversamos, mesmo tendo diferenças, estão dispostos a defender
chaves e seu governo ante qualquer ataque do imperialismo.
Outro contato que vale a pena mencionar foi com o Movimento 13 de
Abril. Este movimento é distinto, ou melhor, talvez seja de fato um
movimento que agrupa, segundo aqueles com os quais nos reunímos, uma
quantidade e variedade enorme de militantes e dirigentes políticos sem
a mesma estrutura dos partidos ou organizações que conhecemos. Eles se
reivindicam independentes e autônomos em relação a chaves e a seu
governo, aliás, não poupam criticas a este ultimo chegam mesmo a
afirmar que chaves é um infiltrado em seu próprio governo, dado o
descompasso entre o ritmo do presidente e os recuos e freios do
governo, composto majoritariamente por MVR – Movimento V República,
PPT – Pátria Para Todos e PODEMOS – Podemos, partidos que passam por
um rápido processo de burocratização e desgaste popular. Nas ultimas
eleições ocorridas em 07 de agosto, o nível de abstenção chegou a mais
de 70% índice considerado muito alto mesmo para um país em que o voto
não é obrigatório, Ainda segundo M13A, este índice deve-se a grande
insatisfação do povo com os partidos do governo que já começam sofre
pressões da base do chavismo.
Uma organização que foi fundamental para nossas atividades na Venezuela
foi UTOPIA, organização revolucionária, como se definem eles próprio,
eles tem consciência dos limites de Chavez e de seu governo, maior
consciência ainda das limitações do processo revolucionário e se
organização em função de preparar quandros militantes que sejam capazes
de intervir no processo revolucionário aprofundando as contradições do
regime dirigido por chaves e ampliando o nível de exigências em relação
ao governo. Com estes companheiros passamos boa parte do Festival,
juntos nos eles e MST organizamos uma vitoriosa reunião que teve com
saldo uma declaração (anexa) o compromisso de construirmos juntos a
marcha intercontinental ate mar-del-plata (Cúpula das Américas),
organizar uma nova reunião durante o FSM, e seguir discutindo para
preparar intercambio entre nossas organizações.
Tenho certeza que este festival traz bons frutos para nosso partido
sobre tudo pelo estabelecimento de novos contatos e pela perspectiva de
novos trabalhos internacionais para nosso partido também penso que,
tanto para mim quanto para o companheiro Fred. esta experiência foi
enriquecedora não só por ser a primeira mas pela importância que tem
para o partido e pela confiança depositada pela direção do partido.
Por fim, mas não menos importante, é necessário reconhecer o esforço de
alguns militantes e dirigentes, primeiro a nossa direção de juventude o
papel cumprido pela companheira Luciana (SP), pressionando a UJS para
garantir o companheiro Fred, outro companheiro fundamental foi o Israel
(Gab. da Luciana) que até o ultimo minuto batalhou para garantir o
máximo de militantes do partido e por fim o companheiro Pedro Fuentes
que nos passou alguns contatos fundamentais para o cumprimento de nossa
tarefa.
Saudações socialistas.
Antonio Antunes da Cunha Neto (P-SOL/PA)
Frederico Henriques (P-SOL/SP)
Fora todos os Corruptos!
Todos a Mar Del Plata na luta contra o Império!
Todos ao FSM Construir a América Latina Revolucionária!

