*Por Paulo Pasin – Intersindical
O 4° Congresso da Fenametro (Federação Nacional dos Metroviários), ocorreu de 25 a 28 de agosto, em São Paulo, num período em que é intenso o debate sobre a questão do transporte publico. O Metrô de São Paulo acaba de superar a marca de 4 milhões de usuários por dia (numero superior a população do Uruguai). É o Metrô mais lotado do mundo, com a media 10, 9 passageiros por metro quadrado no horário de pico da linha 3 vermelha. Segundo o padrão internacional o aceitável seria no máximo 6 pessoas por metro quadrado. Um sufoco.
O Congresso definiu que os metroviários devem se unir na luta por Metrô publico, Estatal e de qualidade. Denunciando as obras previstas no PAC de mobilidade (conjunto de obras do setor de transporte publico para os Megaeventos) do governo Dilma que visam atender exclusivamente os interesses das grandes empreiteiras e multinacionais de transporte. São obras que serão construídas através das Parcerias Publico Privadas (privatizações) e favorecem ainda mais terceirizações que já são praticadas pelo governo Dilma e pelos diversos governos estaduais.
Os debates foram intensos. A começar pela mesa de conjuntura e movimento sindical, onde se destacou a reflexão contundente do camarada Waldemar Rossi. Na plenária final foram aprovadas resoluções que reafirmam a Federação como uma entidade independente dos patrões, dos governos e dos partidos. Além disto, os metroviários aprovaram uma proposta que amplia a democracia na entidade com a descentralização da direção da Federação criando vice-presidentes regionais para conduzir a luta da categoria em conjunto com os sindicatos.
Três chapas se apresentaram na disputa pela direção da entidade. A chapa “Oposição de Esquerda”, encabeçada pelo membro do Sindicato dos Metroviários SP, Paulo Pasin, foi vitoriosa com 45,3% dos votos, derrotando as chapas da CTB que obteve 31,33% dos votos e da CUT que obteve 23,3% dos votos. A Chapa da Oposição de Esquerda é composta por militantes da Intersindical, CSP-Conlutas, Unidos pra Lutar e independentes.
Mais um exemplo de que a unidade dos setores combativos do movimento sindical derrota o governismo.

