Apenas representantes do P-SOL falaram em plenário a favor da cassação do mandato do deputado Josias Gomes (PT/BA) por envolvimento no caso do "mensalão". Os parlamentares do Partido aproveitaram a oportunidade para defender a aprovação da proposta de emenda à Constituição do voto aberto (PEC 349/01) – que impedirá as absolvições de acusados de irregularidades.
Falando pela liderança do P-SOL e pela Frente Parlamentar em Defesa
do Voto Aberto, o deputado Ivan Valente (P-SOL/SP) defendeu a medida,
que, segundo ele, tem sido aprovada em assembléias legislativas
estaduais e câmaras de vereadores. "O voto de um parlamentar não é
privado; é um voto que precisa ser conhecido por seus eleitores",
defendeu.
Na avaliação do deputado João Alfredo (P-SOL/CE), Josias Gomes é réu
confesso. "O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar decidiu por 10
votos a 2 a favor da cassação, mas muitos vêm aqui dizer que não houve
‘mensalão’, que não houve repasses", criticou.
Missões cumpridas
Para Chico Alencar (P-SOL/RJ), o Ministério Público fez sua parte ao
indiciar envolvidos, a CPMI dos Correios fez sua parte ao investigar,
mas a Câmara não cumpriu o papel de cassar todos os envolvidos no
"mensalão".
Segundo o deputado Babá (P-SOL/PA), "a participação de Josias Gomes
no esquema do ‘mensalão’ deveria envergonhá-lo por sua história de
lutas políticas no PT". Babá disse que mais
uma vez o Parlamento está desmoralizado pela absolvição do mensaleiro.
A deputada Luciana Genro (P-SOL/RS) também defendeu a votação
aberta. De acordo com ela, todos conhecem os fatos sobre o processo,
mas não sabem dos votos dados em plenário.
Fonte: Agência Câmara

