Centenas de pessoas acompanharam a caminhada liderada pela pré-candidata a presidente do P-SOL, senadora Heloísa, acompanhada dos pré-candidados a governador Elias Vaz, a senador Robson de Moraes (PCB) e a deputado federal Martiniano Cavalcante, além de militantes dos dois partidos e de representantes de movimentos sociais.
A caminhada, realizada no dia 24 de abril entre as praças do Bandeirante e Universitária, foi uma
manifestação pelo voto aberto no Congresso Nacional e pelo fim dos
sigilos bancário, fiscal e telefônicos de todos os agentes públicos e
políticos no país.
Heloísa Helena destacou a importância do fim do voto secreto e dos
sigilos como um instrumento de controle das atividades públicas por
parte da população. “Qualquer pessoa que fica rica fazendo política ou
porque se elegeu para algum cargo é porque roubou”, sentenciou a
senadora. Goiânia já aboliu o voto secreto da Câmara Municipal através
da aprovação do projeto de lei do vereador Elias Vaz.
À noite, a pré-candidata à Presidência participou de um debate no
auditório da Faculdade de Educação da UFG junto com os pré-candidatos
goianos para discutir Uma Alternativa para o Brasil e para Goiás. O
evento foi um pré-lançamento dos pré-candidatos de Goiás e contou com a
presença de cerca de 500 pessoas. Movimentos sociais e entidades
compareceram ao debate.
Durante sua fala, Elias Vaz fez uma leitura do cenário político em
Goiás e ressaltou a opção que os últimos governos fizeram pelas elites,
mantendo e empurrando ainda mais os trabalhadores e os excluídos à
pobreza e à miséria. “No últimos oito anos, a repressão do governo aos
movimentos sociais matou um trabalhador do Transporte Alternativo e
dois sem-teto da ocupação Parque Oeste Industrial”, exemplificou o
pré-candidato ao governo estadual.
Heloísa Helena não poupou críticas ao governo Lula e arrancou aplausos
da platéia ao falar sobre as políticas assistencialistas adotadas pelo
governo petista. “As políticas de emergência são altamente necessárias
porque o pobre não pode esperar a revolução, a implantação do
socialismo, de uma política mais justa para comer. O que não se pode
fazer é condenar esse pobre à miséria eterna tornando esses programas
sua única forma de sobrevivência. Não se faz justiça social sem
democratizar a riqueza”, disse a senadora.

