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P-SOL propõem fim das emendas de parlamentares e de bancada

Luciana GenroO P-SOL, por iniciativa da deputada Luciana Genro (RS), vai discutir com os demais partidos a proposta de acabar com as emendas individuais de parlamentares e as emendas de bancada, como forma de inibir escândalos como o das ambulâncias, que está sendo apurado pela chamada Operação Sanguessuga.

Essas emendas representam pouco mais de 2%, segundo levantamento
feito pelo gabinete de João Alfredo (CE), líder do Partido. “Fomos
transformados numa espécie de despachantes e sofremos todo esse
desgaste”, disse João Alfredo em pronunciamento ontem à noite.

O deputado defendeu que as emendas parlamentares passem pelas
comissões técnicas da Casa, perdendo a condição, como tem sido ao longo
dos tempos, de instrumento de chantagem e de pressão sobre os
deputados. Desafiou a Câmara a se debruçar sobre uma reforma radical,
que elimine a figura do deputado como aquele que vai levar obras para
seus municípios.

“O debate do Orçamento deve ser feito com base na discussão global
das prioridades e de sua regionalização, e não em quem tem mais força
porque vota a favor do governo, ou porque tem os escritórios de lobby,
que sabem os caminhos dos ministérios”, propôs.

João Alfredo apoiou a iniciativa do Presidente da Câmara de separar
o joio do trigo no caso do escândalo das ambulâncias, mas pediu mais,
que a Presidência faça chegar aos líderes dos partidos todas as listas
divulgadas envolvendo parlamentares, para maior transparência no
processo de apuração relativo à Operação Sanguessuga. “Os líderes
precisam ser informados, e passar a seus partidos, o que vem sendo
apurado pelo Poder Judiciário. A cada dia, há novas surpresas. A lista
que continha o nome de cerca de 60 pessoas agora tem o de 170 pessoas.
De repente, todos ficam sob suspeição”, falou.

O deputado solicitou ainda à Controladoria-Geral da União, ao
Tribunal de Contas e ao Ministério Público Federal que remeta à Câmara
a relação de todos os processos em investigação sobre má aplicação do
dinheiro público – problema, que muitas vezes, independe do
parlamentar, segundo João, resultando de falta de fiscalização dos
ministérios, de falta de controle interno por parte do próprio governo.

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