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(PA) Partidos tradicionais tentam impedir vitória do povo e do PSOL

As elites políticas que sempre governaram Santarém tiveram uma vitória no dia 12 de março de 2009. A ministra do STF Ellen Gracie suspendeu por prazo indeterminado as eleições municipais marcadas para 5 de abril próximo. Com a decisão, a cidade fica sem prefeito eleito por tempo indeterminado, contribuindo para aumentar os dramas da população santarena. A suspensão não diminui o ânimo do PSOL que vê o apoio massivo ao seu candidato Márcio Pinto.

Novas eleições foram marcadas em Santarém porque a prefeita eleita, Maria do Carmo-PT, foi considerada inelegível pelo TRE-PA por  ser funcionária do Ministério Público e não obedecer ao prazo de desincompatibilização prevista pela legislação eleitoral. A primeira decisão marcou a eleição para 8 de março de 2009, mas o PT conseguiu suspender o pleito no TSE e as eleições foram redefinidas para 5 de abril. A campanha retomou as ruas no dia 3 de março, com a disputa entre os candidatos: Alexandre Von, do PSDB, com o apoio do DEM; Inácio, do PT, com o apoio do PMDB e do companheiro Márcio Pinto, do PSOL.

Mesmo com pouco tempo de campanha, a onda crescente de mudança já tomava as ruas da cidade com o nome do professor Márcio Pinto. Em menos de duas semanas, centenas de apoiadores surgiram tanto na cidade quanto na área rural, inúmeras casas se decoraram com bandeiras e cartazes, milhares de manifestações fizeram perceber que o povo de Santarém está cansado dos velhos partidos e famílias que se revezavam no poder há anos.

No campo do PSDB-DEM, Alexandre Von foi o vice de Lira Maia (DEM) durante 8 anos. Dessa época, ficaram inúmeros indícios de corrupção, o que fizeram com que Lira Maia preferisse não enfrentar o pleito deste ano, já que ele perdeu para a candidata do PT, saindo da disputa enfraquecido politicamente.

No outro campo, a aliança PT-PMDB, que juntos governam o Pará, lançou o candidato do PMDB no pleito de 8 de março que também governou por anos a Pérola do Tapajós. Com o adiamento para abril, o PT conseguiu desbancar o PMDB da cabeça de chapa, assegurando o nome de Inácio Corrêa como candidato. Ambos significariam a continuidade do projeto da família Martins, da qual Maria do Carmo é a representante mais atual, que também governou a cidade por anos.

Entre esses dois candidatos de mesmo projeto, surgiu a candidatura do professor Márcio Pinto. Com metas claras de radicalizar a democracia e governar para e com o povo santareno, o PSOL deu aos santarenos uma outra possibilidade de governo. A participação de Márcio nos debates popularizou seu nome e muitas pessoas deixaram de votar no PSOL apenas pelo voto útil contra Lira Maia. Diante do quadro de novas eleições, o nosso candidato teve alçada a possibilidade concreta de ganhar a prefeitura desta que é a segunda cidade em termos de importância no estado do Pará.

A possibilidade do PSOL conquistar a prefeitura e acabar com os esquemas tradicionais de partidos e famílias que sempre governaram fez tremer as elites santarenas.  Por essa razão, inúmeras pressões foram feitas sobre a ministra do STF no sentido de suspender as eleições, dando tempo para as elites se rearticularem, causando uma situação única no País, a cidade é governada por um prefeito não eleito: o presidente da Câmara.

A situação é caótica para a população. Bairros como Uruará, Jardim Santarém, Mapiri, Caranazal e outros sofrem com o rigor do inverno. O trânsito da cidade ficou mais perigoso e difícil em razão dos buracos. O governo atual não cumpre nenhuma obrigação com o povo, não conclui obras, demorou a negociar com os professores em greve, e o pior, já tem seu nome envolvido em escândalo de corrupção estando há apenas três meses na prefeitura.

É justamente para manter essas ?maracutaias? e esse rodízio no poder que os dois campos, PT-PMDB, por um lado, e PSDB-DEM, por outro, se articularam para impedir que a população manifestasse seu desejo de mudança verdadeira e colocasse o PSOL   à frente da prefeitura. O sentimento nas ruas já apontava para um único rumo: Márcio prefeito. Esse era o sentimento que se manifestava nos bairros. Diante desse ?acordão?, o PSOL não se calou nem se calará. Seguiremos fortes no combate à corrupção e à utilização do patrimônio público para enriquecimento pessoal e atendimento de interesses de partidos e famílias, deixando as necessidades da população em segundo plano. Continuaremos de cabeça erguida nas ruas, dialogando com o povo para fortalecer nosso projeto de construir uma gestão popular, participativa e transparente.

Diretório Municipal do PSOL Santarém-PA.

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