
A OPOSIÇÃO SINDICAL DO SINDIPREV/SE – RESGATANDO A LUTA – CHAPA 03, convida a todos para a atividade -A Crise Econômica, Reforma da Previdência e Mobilizações Populares na França. A palestra será ministrada por Julien Terrié – técnico de radiologia, sindicalista da CGT, servidor no hospital público de Toulouse (Fr), membro do setor da saúde do NPA (Novo Partido Anti-capitalista). A atividade será na segunda 28 de março às 18h30min no SINDIPETRO.
Reforma da Previdência na França. Reforma da educação na Inglaterra. Desemprego na Europa. Colapso nas bolsas de valores do mundo inteiro. E, o Brasil onde se encaixa? A crise financeira mundial não foi uma simples “marolinha” para o país, como afirmou o ex-presidente Lula, em 2008. Os reflexos dela tem apontado para a retirada de direitos históricos dos trabalhadores brasileiros, bem como os cortes na saúde e educação de 51 bilhões de reais, anunciados pela presidenta Dilma, em menos de três meses do novo mandato.
As reformas programadas nos países europeus também são adotadas no Brasil pelo governo, o qual segmenta a educação e o conhecimento universal, ação explícita da lógica neoliberal de organização da educação – mais tarde refletida na fragmentação da classe trabalhadora. O aumento da jornada de trabalho no funcionalismo público, a reforma da Previdência Social, as privatizações dos aeroportos e hospitais universitários é um ataque do governo à população brasileira, a qual paga por uma dívida que não é sua. Ou seja, o governo, em consonância com as empresas privadas e os banqueiros, utiliza da mão de obra dos trabalhadores, aumentando a exploração, para pagar uma dívida burguesa.
Dívida esta feita pelos mesmos banqueiros e empresas, subsidiadas nas políticas neoliberais e assistencialistas do governo federal brasileiro.
Desorganizando para organizar
A desorganização do mundo do trabalho através de políticas sociais liberais reflete na organização da massa trabalhadora e dos estudantes nas ruas. Se na Europa milhares de pessoas protestam contra as reformas impostas para “conter” a crise econômica, no Brasil manifestações contra o aumento da passagem de ônibus, o aumento da jornada de servidores públicos da saúde e ataques ao meio ambiente – como a construção da Usina de Belo Monte -, tem reunido um grande contingente de brasileiros reivindicando o fim da exploração do capital sobre a população.

