Nesta segunda-feira (11), um dia depois do golpe cívico-militar na Bolívia, o plenário do Parlamento do Mercosul, que se reune em Montevidéu, aprovou por 45 votos a favor uma declaração de repúdio ao golpe na Bolívia. A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos também aprovou uma moção de rechaço à violência e de repúdio ao golpe na Bolívia.
URGENTE | Acaba de ser aprovada no Parlamento do Mercosul, uma declaração de rechaço ao golpe militar na Bolívia. Com 45 votos, a carta repudia a onda de violência que atingiu o país e obrigou @evoespueblo a renunciar. Solidariedade a Evo e ao povo boliviano!
— PSOL 50 (@psol50) November 11, 2019
A deputada federal Fernanda Melchionna, representante do PSOL no Parlasul, apontou a gravidade do que se passa na Bolívia. “A melhor contribuição que o Parlamento do Mercosul pode dar nesse momento é repudiar esse golpe de forças reacionárias na Bolívia! Defendemos direitos do povo boliviano e repudiamos a violência da extrema-direita, o racismo, a perseguição aos ativistas que defendem a soberania. Não vamos deixar que o passado ditatorial e que essa sanha autoritária se imponha e ataque a soberania dos povos da América Latina”.
Acabamos aprovar no @PARLASUR a declaração de rechaço ao golpe na Bolívia. A carta teve 45 votos favoráveis e denunciou o golpe de Estado, onda de violência política extrema, com violações de direitos humanos, que se instaurou no país e que põe em perigo milhares de bolivianos. pic.twitter.com/Z7gDNsUJNL
— Fernanda Melchionna (@fernandapsol) November 11, 2019
O PSOL repudiou o golpe de Estado na Bolívia desde as primeiras horas de sua concretização. O partido caracterizou a movimentação como racista e reacionária e prestará todo apoio possível ao povo e democracia bolivianos. É completamente absurdo que militares “sugiram renúncia” para chefes de Estado, remontando ao passado sombrio de golpes violentos e antidemocráticos na América Latina.

