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Plenária dá início à luta unificada para barrar essa reforma universitária

A Plenária Nacional “Vamos Barrar essa Reforma Universitária” reuniu cerca de 1.700 pessoas ontem (dia 12/9) em Brasília. Docentes, estudantes, técnicos-administrativos e militantes partidários de todo o país definiram planos de luta para deter a reforma universitária do governo.

Foi aprovado um calendário de lutas unificado, que prevê a realização de uma grande marcha no dia 25 de novembro em Brasília.

Na avaliação da presidente do ANDES-SN, Marina Barbosa, o evento foi vitorioso. “Esta Plenária provou, na prática, que a unidade é possível”, afirmou na mesa de abertura. Marina ressaltou que a Plenária reuniu os setores que sempre lutaram em defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade. A presidente do ANDES-SN enfatizou que “o ministro da educação não pode afirmar que há consenso em relação à reforma universitária” e que o Sindicato continuará empenhando esforços e estrutura para barrar essa reforma.

A deputada federal Luciana Genro destacou que a reforma universitária do governo tem o objetivo de transformar a universidade pública em um supermercado. Luciana afirmou que a compra de vagas nas universidades públicas (ProUNI) é a legalização da “pilantropia”. “É aprofundar o repasse de recursos à rede privada de ensino” – disse a deputada, denunciando que parte das medidas já estão sendo implementadas. “Este momento é fundamental. Vamos demonstrar que haverá reação contra essa reforma e todas as reformas neoliberais do governo Lula”.

O deputado João Batista, o Babá, afirmou que o governo Lula pretende entregar um dos maiores patrimônios do povo brasileiro: a universidade pública. Reforçou que é fundamental a unidade para barrar essa reforma.

Representantes da oposição da UNE, de executivas, de federações de cursos, de CAs e de DCEs denunciaram as falácias do governo e ressaltaram o caráter privatista dessa reforma, que privilegia os empresários, e a necessidade de organização para que a luta ocorra nacionalmente.

O diretor do ANDES-SN Roberto Leher afirmou durante palestra que a reforma universitária do governo baseou-se em documento do Banco Mundial, elaborado há dez anos. “Não resta a menor dúvida que a matriz conceitual foi elaborada nesse documento”, disse.

Para Roberto Leher, o ProUNI nada mais é do que uma “negociata”. Ressaltou que com os R$ 3,5 bilhões destinados à compra de 300 mil vagas nas universidades particulares, poderia-se abrir em torno de 1,5 milhão de vagas nas IFES.

Leher destacou que é fundamental a construção de um calendário unificado para impedir que o ProUNI seja criado e que a “contra-reforma” do governo avance.

A Plenária Nacional aprovou o seguinte calendário unificado de luta:

· 11 de novembro: Dia Nacional de Greve e Luta contra a Mercantilização da Educação
· 13 a 19 de novembro: Plenárias Estaduais
· 19 de novembro: Paralisação Geral contra a Reforma Universitária
· 25 de novembro: Marcha em Brasília contra a Reforma Universitária

Fonte: ANDES-SN

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