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Presidentes do Metrô e CPTM de São Paulo vão depor sobre cartel, mas oposição quer CPI

Gestores devem depor na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) dias 4 e 11 de setembro. Oposição na Alesp defende a instalação da CPI para investigar as denúncias de cartel nas estatais.
 
Em meio ao escândalo de formação de cartel, superfaturamento de licitações e denúncias, os presidentes do Metrô e da CPTM devem depor na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A oposição defende a instalação de uma CPI, mas até o momento a proposta tem apenas 26 das 32 assinaturas necessárias para ser protocolada.
 
O esquema de cartel foi denunciado em julho pela multinacional alemã Siemens. Diretores da empresa revelaram que as irregularidades envolviam os contratos das linhas de metrô assinados entre os anos de 1998 e 2007, todos em gestões do PSDB. O prejuízo causado aos cofres públicos pelo esquema é estimado em pelo menos em R$ 557 milhões.
 
No início de agosto cerca de 4 mil pessoas foram às ruas de São Paulo manifestar contra o desvio de dinheiro público nos contratos das licitações do Metrô e da CPTM. Na ocasião, a estudante Juliane Furno declarou que a população precisava compreender o quanto essas irregularidades afetam a qualidade dos serviços.
 
“O problema do ‘propinoduto’ do metrô é um problema de cartel que lesa também o estado. Na verdade não é um problema de cartel, é um problema de corrupção que envolve o governo, aliado com grandes empresas, principalmente empresas multinacionais que detém a concessão do Metrô, que desvia uma série de verbas, não investem em melhorias da qualidade e acabam levando esse lucro ainda para fora do Brasil”, afirmou Juliana.
 
Os presidentes do Metrô e da CPTM devem também prestar esclarecimentos sobre acidentes recentes e as frequentes falhas nos trens.
 

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