O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) registrou na Justiça Eleitoral na última quinta-feira (05/07) a candidatura da professora Maria Peregrina Souza e Silva à Prefeitura de Rio Branco (AC), num ato que reuniu militantes e vereadores da sigla. O nome escolhido para concorrer ao cargo de vice-prefeito é do companheiro Adacildo de Almeida. O partido já havia decidido não fazer coligação para as eleições majoritária e proporcional.
Na ocasião, a candidata à prefeita professora Peregrina apresentou o seu programa de governo, que, segundo ela, ainda será amplamente debatido com a população da capital acreana. “Não são propostas fechadas, queremos construir um programa junto com a sociedade, que vai apontar as suas verdadeiras demandas”.
Peregrina defende a participação popular com a realização de fóruns para decidir sobre o orçamento, políticas públicas, instrumentos normativos e planejamento participativo. “É preciso haver uma inversão de prioridades na gestão municipal para que o povo de Rio Branco tenha acesso aos direitos sociais e às políticas públicas”, disse a candidata.
Ao contrário dos outros candidatos, ela não possui grande estrutura de campanha. Mesmo sem muito tempo de televisão e sem acordos com grandes empresários, confia sobretudo nas redes sociais, na internet e nas visitas em cada bairro. “Nosso partido é a favor do voto consciente, da radicalização da democracia, por isso defendemos o financiamento público das campanhas e combatemos ferozmente a corrupção”.
Durante a campanha, a principal bandeira de Peregrina será a educação, em que atua há mais de 20 anos como professora. “Na educação, quero lutar pelo acesso e permanência de crianças e adolescentes nas escolas e ao mesmo tempo cuidar para que Rio Branco esteja livre do analfabetismo”, adiantou. “Nossos jovens não têm nenhuma perspectiva de futuro e são facilmente levados pela marginalidade e pelo tráfico de drogas”.
MARIA PEREGRINA – A pré-candidata do PSOL nasceu no seringal Santa Helena, no município de Sena Madureira. Há mais de 20 anos mora no bairro Universitário, onde foi presidente da associação de moradores. Atualmente, é coordenadora do curso de filosofia da Faculdade Sinal.

