O prefeito de Teresina Elmano Ferrer (PTB) continua desprezando o movimento #ContraOAumento apesar de toda a repercussão e agora, no dia mais polêmico, com direito a ônibus quebrado e queimado, ele coloca o secretário municipal de Governo Paulo César Vilarinho para negociar.
A argumentação beira o ridículo: “A Prefeitura Municipal de Teresina quer que os estudantes parem os protestos e esperem pelo menos dois meses em que vai ser feita uma auditoria. Se essa auditoria confirmar o problema, vamos baixar o preço da passagem”. Ué, e porque não baixa a passagem e mantém em R$ 1,90 (ou R$ 1,75) até o fim dessa auditoria? Os manifestantes deixaram bem claro: só negociam com a redução imediata do preço!
O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Setut) mostrou o quanto não tem bom senso. Em meio a protestos fortes como esse, queimando e quebrando ônibus, revelou uma mágoa com a Prefeitura de Teresina, dizendo que “a culpa é dela” e ainda piorou a situação ao dizer que quer entrar na Justiça para aumentar o preço da passagem de ônibus para R$ 2,20. Uma provocação.
Para piorar, os empresários de ônibus coletivos urbanos de Teresina retiraram de circulação nesta quinta-feira. 1º, todos os cerca de 500 ônibus da cidade, após o quarto dia de protestos de estudantes contra o reajuste na passagem do transporte urbano. Mais de 200 mil passageiros foram prejudicados pela falta do serviço.
Em nota, o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut), Herbert Miúra, disse que os empresários lamentavam a onda de protestos e estavam retirando os coletivos de circulação. Os manifestantes querem que o prefeito Elmano Férrer (PTB) revogue a passagem que aumentou de R$ 1,90 para R$ 2,10 no último sábado.
Hoje foram queimados e apedrejados cinco ônibus nas ruas de Teresina. Segundo os empresários, nos quatro dias de protestos, 30 ônibus foram depredados. Nesta manhã, a prefeitura recebeu uma comissão de estudantes no Palácio da Cidade, sede do poder municipal, para tentarem um acordo. Após uma hora de discussão, não houve entendimento, e os protestos foram mantidos.
Cerca de 3 mil estudantes que estavam concentrados em frente à sede da prefeitura saíram em passeata pelas ruas e avenidas. Aos gritos de “mãos ao alto, R$ 2,10 é um assalto”, eles bloquearam ruas e protestaram contra o aumento. A avenida Maranhão, um dos principais corredores de tráfego, ficou interditada por mais de uma hora. Os lojistas do Shopping da Cidade fecharam os estabelecimentos durante a passagem dos manifestantes.
Leonardo Maia, um dos líderes da Associação Nacional dos Estudantes Livres, afirmou que o movimento vai continuar até a prefeitura revogar o decreto que aumentou a passagem de ônibus. “Queremos a revisão da planilha e auditoria nos custos do transportes urbanos em Teresina”, disse Leonardo Maia.
*Com informações dos Portais 180 graus (Teresina) e Terra

