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Protestos continuam na Turquia e policiais prendem 90 pessoas

As detenções foram relacionadas às manifestações contra o governo feitas pelo Partido Socialista dos Oprimidos
 
Pelo menos 90 pessoas foram detidas nesta terça-feira (18/06) por policiais, em Istambul, na Turquia, enquanto estavam em casa. A imprensa local informou que 30 pessoas foram detidas para identificação em Ancara, 13 em Eskisehir (a Noroeste), na sequência das operações policiais em 18 províncias.

As detenções foram relacionadas às manifestações contra o governo. Nos últimos 18 dias, os protestos são diários no país: quatro pessoas morreram, mais de 5 mil ficaram feridas e houve cerca de 600 detenções.

Hoje (18), os policiais detiveram 90 integrantes do ESP (Partido Socialista dos Oprimidos). A polícia turca também revistou as instalações do jornal Atilim e da agência de notícias Etkin, que são apontados como próximos do ESP. No Twitter, o deputado Sirri Surreya Onder anunciou ter assistido à detenção do vice-presidente do ESP, Alp Altinors.

De acordo com a lei turca, a polícia pode manter os suspeitos em prisão provisória por quatro dias, até que a Justiça defina sobre uma eventual acusação ou pela liberdade. O Ministério da Justiça da Turquia elabora um projeto de regulamentação de criminalidade na internet para limitar o papel das redes sociais na difusão de apelos de manifestação contra o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.

Os manifestantes reclamam do autoritarismo do governo de Erdogan e também da construção de um centro comercial no Parque Gezi, em Istambul. Os protestos se concentram na Praça Taksim, que virou símbolo das contestações, mas por vezes estendem-se às principais cidades do país.
 
Leia mais sobre os protestos na Turquia e as medidas do governo turco.

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