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PSOL assina manifesto de partidos progressistas contra sanções de Trump

O PSOL e outros partidos progressistas divulgaram na última quarta-feira (23) um manifesto em que repudiam as sanções do governo dos EUA, comandado por Donald Trump, contra o Brasil. O documento também presta solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que vêm sendo sancionados “por sua atuação no cumprimento da lei”.

A nota é assinada por presidentes de sete partidos políticos: Paula Coradi, presidenta nacional do PSOL; Humberto Costa, senador e presidente nacional do PT; João Campos, prefeito de Recife e presidente nacional do PSB; Carlos Lupi, ex-ministro e presidente nacional do PDT; Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação e presidenta nacional do PCdoB; José Luiz Penna, presidente nacional do PV; e o ex-deputado Comte Bittencourt, presidente nacional do Cidadania.

O STF é alvo de críticas do governo dos Estados Unidos desde 7 de julho, quando Trump manifestou apoio a Bolsonaro e declarou que o processo na Justiça brasileira contra o ex-presidente é uma “caça às bruxas”. Dois dias depois, Trump anunciou tarifas de 50% a produtos brasileiros.

O manifesto também repudia que “interesses políticos” integrem as negociações sobre as taxas. Segundo o texto, a discussão deve ser pautada pela seara comercial, “como propõem o governo e o setor produtivo do Brasil”.

Leia a íntegra do manifesto

Recebemos com profunda indignação a notícia de que o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, determinou sanções unilaterais a ministros do Supremo Tribunal Federal do Brasil por sua atuação no cumprimento da lei, na defesa da Constituição de nosso país e da nossa democracia.

Este gesto indevido, agressivo e sem precedentes nas relações bicentenárias de nossos países, torna-se ainda mais grave por sua manifesta motivação política, configurando uma ingerência espúria no processo democrático brasileiro e um ataque à soberania nacional.

A ação penal no STF sobre a tentativa de golpe e os atentados de 8 de janeiro de 2023 transcorre estritamente no devido processo legal, inclusive com ampla garantia do contraditório. As tentativas de coação da Justiça neste processo, venham de onde vierem, recebem o repúdio da sociedade brasileira.

As retaliações agora anunciadas seguem-se a sanções e ameaças de natureza tarifária e comercial, que foram igualmente contaminadas por interesses políticos, quando deveriam ser objeto de negociação como propõem o governo e o setor produtivo do Brasil.

Manifestamos irrestrita solidariedade aos ministros do STF, ao mesmo tempo em que reafirmamos a defesa irrenunciável da soberania nacional e das nossas instituições.

Brasília, 22 de julho de 2025

Paula Coradi – PSOL
Humberto Costa – PT
Luciana Santos – PCdoB
João Campos – PSB
Carlos Lupi – PDT
José Luiz Penna – PV
Comte Bittencourt – Cidadania

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