A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados enviou um requerimento oficial de informações ao Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para que ele dê explicações sobre os processos administrativos e disciplinares abertos contra funcionários da Fundação Casa de Rui Barbosa.
Os profissionais sofrem os processos em uma clara tentativa de perseguição política realizada pela atual gestão do órgão, ameaçado de extinção, como descobriu em setembro o PSOL em um requerimento de informação. Na ocasião, o governo Jair Bolsonaro respondeu e confirmou seu parecer positivo para extinguir a Fundação Casa de Rui Barbosa e sua transformação em Museu Casa de Rui Barbosa, que passaria a integrar a estrutura do Ibram (Instituto Brasileiro de Museus).
Anexada àquela resposta veio a nota técnica do Ibram que conclui que “não haveria impeditivo em ser levado a cabo a proposta”. O Ibram conta hoje com 590 servidores, sendo apenas 365 efetivos e cerca de 70% lotados nas unidades museológicas. A Fundação Casa de Rui Barbosa, por sua vez, possui atualmente 137 servidores, sendo 11 efetivos, e toda a sua estrutura situa-se no Rio de Janeiro.
“É uma fundação pública, responsável pela gestão do já existente Museu Casa de Rui Barbosa além de ser importante instituição de pesquisa, de promoção da cultura e de ensino, reconhecida internacionalmente”, apontaram os deputados do PSOL naquele requerimento ao governo.
A fundação é “responsável pela maior e mais significativa produção de conhecimento sobre políticas culturais do Brasil, o que dificilmente conseguiria ser gerido pelo Ibram”, afirmaram os parlamentares. “Seria destruir ainda mais as duas instituições”, concluem os psolistas.



