fbpx

PSOL de Mucuri (BA) promove ato de combate à corrupção no dia 31 de dezembro

O PSOL de Mucuri participa neste sábado, dia 31, às 9 horas, junto com os demais setores sociais, de um ato de repúdio à corrupção que ronda a cidade. Mucuri, cidade praiana da Bahia, foi triste destaque esta semana no noticiário nacional. Há mais de 20 anos, vem sendo devastada por políticos corruptos. Com arrecadação de mais de R$ 8 milhões por mês, o município sequer tem um hospital condizente com a arrecadação ou mesmo uma escola municipal de qualidade.

Entenda o quer ocorre em Mucuri

A “Operação Caribe” do Ministério Público do Estado da Bahia desencadeada na quinta-feira (22/12), em Mucuri e Nova Viçosa /BA, prendeu 6 dos 9 vereadores de Mucuri e um empresário do ramo imobiliário. Contou com 5 promotores e 6 agentes do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e de Investigações Criminais da Procuradoria Geral de Justiça da Bahia, sob a coordenação dos promotores Milena Moreschi e Pablo Antônio Cordeiro de Almeida, além de 28 policiais da CAEMA – Companhia de Ações Especiais da Mata Atlântica de Posto da Mata, sob o comando do major Ivanildo da Silva, e mais 7 delegados, 10 agentes e 2 escrivães da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, sob o comando do delegado coordenador Marcus Vinicius, munidos de 7 mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão expedidos pelo juiz Leonardo Santos Vieira Coelho, da comarca de Mucuri.

As prisões foram cumpridas pela promotora de justiça da comarca de Mucuri, Milena Moreschi e o promotor especial Pablo Antonio Cordeiro Almeida, que instauraram uma investigação criminal, após o recebimento de uma representação protocolada pelos vereadores de Mucuri, Manoel Nergino Cruz (PSDB) e Justiça Souza Cruz “Tina” (PMDB), na qual constava a gravação da proposta de corrupção de diversas reuniões ilícitas dos parlamentares envolvidos e um pacote com R$ 5 mil em cédulas de R$ 100 recebido por Manoel Negino. O esquema fraudulento consistia no pagamento total de R$ 25 mil a cada edil ou pagamento em dinheiro de R$ 5 mil e mais um lote. “Como existiam fortes indícios de corrupção ativa, solicitamos de imediato os mandados de prisão e de busca e apreensão”, destaca a promotora Milena Moreschi.

Foram inicialmente presos, o empresário Arlei Francisco Vescov, o “Arley da Traterra”; o presidente da Câmara de Vereadores de Mucuri, Carlos Gonçalves de Souza, o “Tazinho” (PSDB); a vice-presidente Gisele Aparecida Seguro Gazzinelli (PTB) e o vereador Roberto Correia Bastos, “Nicó” (PSC), que tiveram suas prisões preventivas decretadas pela justiça a pedido do Ministério Público Estadual. E no final da tarde do mesmo dia, 22 / 12, os vereadores Roberto Alves dos Santos, o “Professor Roberto” (PSC), Márcio de Jesus Machado, o “Marcinho da Divisa” (PDT), e Wilson Pereira Cabral, o “Wilsinho da Pinheiro Móveis” (PR), se apresentaram na companhia dos seus advogados na 8ª Coorpin.

O presidente da Câmara Municipal de Mucuri, vereador de terceiro mandato, Carlos Gonçalves de Souza, o “Tazinho”, é cunhado do atual prefeito Paulo Alexandre Mattos Griffo, o “Paulinho de Tixa”. Mas quando perguntado, o promotor de justiça especial Pablo Almeida, disse que a operação não atinge o prefeito Paulinho, tendo em vista que ele não foi citado durante as investigações, tanto pelas testemunhas, quanto pelos vereadores e os donos do loteamento, bem como nas escutas telefônicas nada evidenciou que o chefe do executivo ao mínimo soubesse ou tivesse envolvimento no esquema montado pelos 6 vereadores presos. Mas afirmou que os trabalhos de apuração vão continuar objetivando se concluir a investigação criminal com a devida denuncia a justiça de todos os verdadeiros culpados. Partiu da Prefeitura o projeto de lei negociado pelos vereadores com o empresário.

O promotor Pablo Almeida disse que na operação, foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, quatro armas de fogo e R$ 200 mil em cheques pré-datados. Sendo que na casa do vereador Wilson Pereira Cabral, o “Wilsinho da Pinheiro Móveis”, no distrito de Itabatã, foram apreendidas três armas de fogo, duas escopetas, uma calibre 20 e outra calibre 12, além de um revólver calibre 38. Na casa do presidente da Câmara Municipal, o “Tazinho”, também no distrito de Itabatã, o MP apreendeu R$ 18 mil em espécie, um revólver calibre 32 de numeração raspada e quase toda a documentação financeira do Poder Legislativo, que era manuseada a partir da sua residência, conforme declara o promotor. Dentre estas e outras evidências suspeitadas anteriormente, bem antes do flagrante e munido de provas tão robustas, tendo em vista que as testemunhas e os dois vereadores denunciantes estavam se sentido ameaçados pelos denunciados, o Ministério Público se viu na obrigação de apressar as investigações e representar pela prisão preventiva dos acusados.

A operação promovida pelo Ministério Público do Estado da Bahia visa desbaratar um esquema de corrupção existente na Câmara Municipal de Mucuri, referente a pagamento por empresário do ramo imobiliário de vultosas quantias e na doação de bens imóveis a pelo menos seis vereadores de Mucuri, os quais, como contraprestação, comprometeram-se a aprovar e apressar a votação do Projeto de Lei de interesse do setor imobiliário, independentemente de qualquer consideração acerca do interesse público relacionado à questão, informa a promotora de justiça titular de Mucuri, Milena Moreschi, que está atuando na operação em conjunto com o promotor de justiça Pablo Antônio Cordeiro de Almeida e de outros três promotores da GAECO.

Cadastre-se e recebe informações do PSOL

Relacionados

PSOL nas Redes

469,924FãsCurtir
362,000SeguidoresSeguir
26,600SeguidoresSeguir
515,202SeguidoresSeguir

Últimas