
O subsecretário geral de Segurança Pública do Rio reuniu-se com representantes de organizações não-governamentais, entre elas a Justiça Global, Observatório de Favelas e Tortura Nunca Mais. Também participaram do encontro o desembargador da Corregedoria Geral Unificada, Gustavo Leite; o ouvidor da Polícia, Luiz Sérgio Wigderowitz; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), João Tancredo; e o vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL).
O objetivo do encontro foi expor as denúncias de abusos policiais e de
uma suposta execução durante a operação policial no Complexo do Alemão,
zona norte do Rio, na última quarta-feira. Na operação, 19 pessoas
foram mortas, e pelo menos oito ficaram feridas.
Os representantes das comunidades revelaram preocupação com os
efeitos das mega-operações policiais. “Não é possível chegar aos locais
de interesse apontados pelo serviço de inteligência sem receber
agressão dos bandidos”, respondeu o subsecretário.
“Quando isto acontece, há duas opções: recuar ou enfrentar os
criminosos, fazendo valer o dever constitucional do Estado. Este é o
papel da polícia. As operações continuarão, mas as supostas
irregularidades serão apuradas”, concluiu ele.
Segundo o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), existem denúncias de
saques ao comércio e roubos de pertences da comunidade efetuados por
policiais. De acordo com ele, uma Kombi de um morador teria sido usada
para transportar corpos e, em seguida, incendiada.
Para apurar as denúncias equipes da Ouvidoria reunirão os depoimentos
dos moradores e investigarão os supostos abusos cometidos pelos
policiais.
Enquanto isso, no conjunto de favelas, uma operação do 16º Batalhão de
Polícia Militar (Olaria) resultou em intensa troca de tiros entre
policiais e traficantes, na Vila Cruzeiro, no bairro da Penha, zona
norte do Rio. A situação agora é de aparente tranqüilidade nas favelas.
Fonte: Último Segundo

