O PSOL começa nesta sexta-feira (11) uma sequência de eventos por todo o Brasil ao longo dos próximos meses para debater um programa de governo que consiga reconstruir o país e unir as esquerdas nas eleições de 2022. A primeira atividade acontece São Paulo (SP), na Praça Roosevelt, importante espaço público do centro da cidade, a partir das 19h, para debater propostas sobre “Trabalho e Renda”.
A plataforma “Direito ao Futuro” foi lançada em uma coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), no último dia 16 de fevereiro. Desde então, o partido tem recebido propostas e contribuições virtuais em torno de cinco grandes eixos temáticos: economia, trabalho e renda; ampliação dos direitos sociais; direitos humanos e combate às opressões; meio ambiente, crise climática e transição energética; democracia, instituições e relações internacionais.
Como pontapé inicial, o PSOL apresentou 12 propostas centrais para nortear as discussões que o partido pretende fazer nos próximos meses com o conjunto das esquerdas.
Os eventos presenciais acontecerão em todas regiões brasileiras com especialistas das áreas, movimentos sociais, partidos de esquerda, militantes e ativistas.
Nesta primeira atividade, na Praça Roosevelt, os temas debatidos serão em torno de economia, trabalho e renda. Queremos debater como é possível elevar os padrões de bem-estar de nosso povo, gerando postos de trabalho de qualidade através de um crescimento econômico com respeito ao meio-ambiente.
Um futuro que trate da indispensável revogação das medidas legislativas oriundas do Golpe de 2016, como a reforma trabalhista, a previdenciária, o Teto de Gastos e a autonomia do Banco Central em relação ao governo eleito pelo povo. Que crie medidas para retomar o controle público sobre a nossa empresa mais estratégica, a Petrobras. E construa as bases de uma nova política industrial de forte conteúdo tecnológico para recuperar nossa produção nacional em bases autônomas.
Queremos pensar, juntos, um futuro sem as saídas de privatização e retiradas de direitos propostas pela velha direita, assim como um futuro que supere o desenvolvimentismo, que desconsidera que não há verdadeiro bem-estar e futuro para nosso país sem modelo de crescimento verde e desconcentrador de renda e riqueza.
Como financiar nossa infraestrutura energética e logística? Qual o padrão de comércio exterior queremos promover? Como combater a uberização da força de trabalho? Como produzir crescimento econômico com equilíbrio entre nossas regiões? Essas e outras perguntas começarão a ser respondidas coletivamente nesta sexta-feira em São Paulo.

