Os deputados federais Luiza Erundina e Ivan Valente, ambos do PSOL, enviaram representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir o afastamento imediato de Tércio Arnaud Tomaz de seu cargo de assessor especial do presidente Jair Bolsonaro pelas graves suspeitas de ilegalidades cometidas nas redes sociais por Tércio.
Investigação interna do Facebook apontou Tomaz como responsável por um esquema de contas falsas nas redes sociais, que foram banidas pelo Facebook, que dissemina ataques virtuais a opositores do clã Bolsonaro e uma série de desinformações sobre temas como a pandemia de Covid-19.
O levantamento teve acesso aos nomes e identidades das pessoas que registraram as contas falsas. Muitos dos posts eram realizados no horário de expediente. Segundo o relatório, eles usavam contas duplicadas e falsas para escapar de punições, criavam personagens fictícios fingindo ser repórteres, e administravam páginas simulando ser veículos de mídia.
Também usavam perfis falsos que postavam em grupos não relacionados a política, como se fossem pessoas comuns criticando opositores de Bolsonaro e promovendo o presidente.
No pedido, além da apuração das suspeitas de ilegalidades cometidas nas redes por Tomaz, o PSOL aponta dano ao erário público caso elas tenham sido realizadas no horário de expediente do assessor do presidente. Ele tem salário bruto de R$ 13.600 mensais.


