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PSOL pede ao Conselho de Ética do Senado investigação sobre relatório da Abin a favor de Flávio Bolsonaro

O PSOL vai acrescentar as informações sobre um relatório feito pela Abin em favor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) ao processo que pede sua cassação no Conselho de Ética do Senado Federal.

A agência de inteligência do governo fez relatórios para defender Flávio no processo das “rachadinhas” ocorridas durante seu mandato como deputado estadual no Rio de Janeiro. O aditamento será feito à representação que foi apresentada contra Flávio em 19 de fevereiro por PSOL, PT e Rede.

“É preciso reforçar que os novos fatos confirmam que o senador vem utilizando de ilegalidades, durante o exercício do seu mandato parlamentar, com o objetivo de utilizar os órgãos de Estado brasileiros em seu próprio favor, desrespeitando a Constituição e o ordenamento jurídico pátrio”, diz o texto.

Pedido apresentado em fevereiro

Em fevereiro, o PSOL, ao lado de PT e Rede, entrou com uma representação contra Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética do Senado Federal por quebra de decoro.

Entre os fatos que sustentam a ação estão as denúncias de  “rachadinha” no gabinete do então deputado estadual do Rio de Janeiro, em esquema organizado pelo polêmico Fabrício Queiroz, que chegou a depositar R$ 24 mil em dinheiro vivo na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A relação com o ex-militar Adriano da Nóbrega, assassinado no começo do ano na Bahia, também embasa a representação. Entre diversas outras conexões entre Flávio Bolsonaro e os dois ex-militares, a mãe de Adriano e a ex-mulher dele receberam de R$ 1 milhão em salários, mas não apareciam para trabalhar. Deste total, R$ 200 mil foram transferidos para contas de Fabrício Queiroz. Outros R$ 200 mil foram sacados em dinheiro vivo.

O Ministério Público do Rio de Janeiro acredita que essa quantia foi repassada em mãos para o esquema de rachadinhas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e serviu para financiar o chefe do Escritório do Crime.

O MP-RJ também aponta que, através dos crimes de falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, o hoje senador enriquece exponencialmente. Em 2015, Flávio Bolsonaro abriu uma loja de chocolates no Rio de Janeiro em 2015, quando sua renda começou a crescer de forma muita rápida.

Na eleição de 2006, ele havia declarado 385 mil em bens. Na de 2010, 690 mil. Na de 2014, 714 mil. Nas duas seguintes, já um vendedor chocolates, tinha se tornado milionário: 1,4 milhão em 2016 e 1,7 milhão, em 2018.

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