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PSOL pede cassação no Conselho de Ética de deputada que ameaçou Lula em foto com arma

O PSOL e a bancada do partido na Câmara dos Deputados protocolaram na última quinta-feira (23) uma representação no Conselho de Ética pedindo a cassação da deputada Julia Zanatta (PL-SC), representante da extrema direita, que feriu gravemente o decoro parlamentar no último dia 17 de março ao postar em sua conta do Twitter uma imagem que estimula a violência contra o presidente Lula.

“Uma parlamentar que toma uma atitude dessas precisa ser responsabilizada. A bancada do PSOL acionou o Conselho de Ética para que ela arque com as consequências de seu preconceito e incitação à violência. Vamos enfrentar o bolsonarismo em todas as esferas, inclusive aqui na Câmara”, afirma o líder da bancada Guilherme Boulos.

No tuíte, a catarinense aparece segurando metralhadora e vestindo camiseta com imagem de uma mão com quatro dedos alvejada por três tiros. Por causa disso, ela se tornou ré em ações no Supremo Tribunal Federal (STF).

Três dias depois, num debate ao vivo com o deputado Ivan Valente (PSOL), ela tentou justificar de forma bizarra sua atitude. Disse que estava dentro de um clube de tiro, ganhou e vestiu uma camiseta, e “não quis passar mensagem nenhuma”.

“Uma imagem vale mais do que mil palavras. A deputada fez apologia às armas e tornou o presidente da República um alvo, sugerindo sua eliminação. Isso é inaceitável!”, rebate o deputado Chico Alencar (PSOL).

Ressaltando que vozes dissonantes, diferentes ideologias, muitas vezes com debates acalorados, fazem parte do Estado Democrático de Direito e da vida parlamentar, os deputados e o presidente do partido afirmam no documento que “a ameaça feita pela Deputada Federal Julia Zanatta é extremamente grave e atenta contra a ordem jurídica e social fixada pela Constituição, descumprindo os deveres parlamentares ali expostos”.

A representação salienta ainda que a imunidade parlamentar, prerrogativa constitucional concedida a parlamentares eleitos, não é absoluta e deve passar pelo crivo político do julgamento do Conselho de Ética, conforme autoriza o art. 55 da Constituição Federal.

“Uma sociedade democrática não pode tolerar condutas de extrema violência e intolerância. É inaceitável que uma parlamentar propague discurso de ódio e ameaças contra um presidente democraticamente eleito e não seja punida”, finaliza o presidente do PSOL, Juliano Medeiros.

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