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PSOL pede nova investigação sobre Renan

A bancada do PSOL decidiu em reunião nesta terça-feira (4/9) que pedirá ao Conselho de Ética do Senado a inclusão das novas denúncias contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB/AL), no processo por quebra de decoro parlamentar que trata de suposto favorecimento por parte do senador à cervejaria Schincariol.

Os parlamentares do partido devem pedir informações à Polícia Federal
sobre as denúncias na quinta (6/9) de manhã e, à tarde, devem formalizar
o pedido de aditamento ao Conselho de Ética do Senado.

A novas acusações partiram do advogado Bruno de Miranda Lins, ex-marido
de uma assessora parlamentar do senador. Ele falou à revista "Época"
sobre um suposto esquema de arrecadação de dinheiro em ministérios
liderados pelo PMDB para Calheiros.

“Se por acaso o pedido de aditamento ao conselho não encontrar
acolhimento, seremos obrigados a fazer uma quarta representação para
que essas novas denúncias sejam apuradas”, disse o senador José Nery
(PSOL/PA).

Ele explicou que, para o partido, os fatos levam a crer em quebra de
decoro, apesar das representações e das novas denúncias se referirem a
diferentes episódios.

Havia a possibilidade de que o PSOL pedisse a abertura de um novo
processo contra Renan – ele já responde a três. Mas a bancada do
partido também levou em conta que, na quarta (5/9), será votado o parecer
do Conselho de Ética sobre o primeiro processo contra o senador, que
trata de supostas ligações com um lobista.

Segundo José Nery, a bancada não quis "criar nenhum fato que pudesse de
alguma forma atrapalhar o andamento do processo da representação número
um que está em via de conclusão".

 

Processos

Renan Calheiros responde a três processos no Conselho de Ética por
quebra de decoro. O primeiro deles, e o que será votado na quarta, se
refere à denúncias de que era o lobista Cláudio Gontijo, da construtora
Mendes Júnior, quem fazia o pagamento de pensão à jornalista Mônica
Veloso, com quem Renan teve uma filha.

Renan afirma que o dinheiro era dele, Gontijo seria apenas um
intermediário. Os relatores do processo, no entanto, acreditam que há
inconsistências entre o dinheiro declarado pelo presidente do Senado e
o dinheiro pago pela pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem tem
uma filha de 3 anos.

Os outros processos contra Renan se referem a um suposto favorecimento
à Schincariol no episódio da venda da fábrica de refrigerantes de seu
irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB/AL), e sobre a participação do
senador em veículos de comunicação de Alagoas.

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