Veja a íntegra da Nota de Solidariedade ao radialista Arimar Souza de Sá
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-RO) diante da decisão do juiz José Jorge Ribeiro da Luz, da 5ª Vara Cível de Porto Velho (www.tudorondonia.com.br) em proibir manifestação do radialista e advogado Arimar Souza de Sá apresentador do programa A Voz do Povo na Rádio Cultura FM de Porto Velho que o radialista e a Rádio Cultura FM “se abstenham de divulgar quaisquer informações que contenham os nomes dos autores, relativas a matérias ainda não consideradas definitivas judicialmente”, ou seja, que envolva o nome da empresa Egecom Engenharia Comércio e Indústria que ora é responsável pela construção do Centro Político Administrativo (CPA). Em sua determinação diz “que não se pretende, de forma alguma vedar ou diminuir a liberdade de imprensa”.
Constata-se de forma lamentável que os órgãos e instituições criadas pela Constituição Federal e 1988 com o objetivo de zelar e atuar na defesa da cidadania, tem se calado diante de vários acontecimentos que requerem atuação contundente, e com isso tem se sobreposto os interesses de grupos econômicos que infelizmente vêm sistematicamente se utilizando da máquina estatal para atender o lucro insaciável.
O PSOL considera e reconhece que o programa “A Voz do Povo” da Rádio Cultura tem sido um referencial no aprofundamento da democracia no Estado de Rondônia e que vem desempenhando um papel fundamental com esclarecimentos e divulgando opiniões de lideranças tanto da sociedade civil, quanto da sociedade política e tem se mantido de forma responsável o direito do contraditório, ou seja, ouvindo sempre os dois lados da informação. Portanto vem esse programa prestando um relevante serviço a uma sociedade carente de informações.
Nesse sentido, a direção do PSOL vê com preocupação a decisão adotada pelo eminente juiz, pois a nosso ver poderia garantir o direito do contraditório, prática adotada pelos meios de comunicação (Lei de Imprensa) e nela se insere o radialista e advogado Arimar Souza de Sá. A direção da empresa Egecom Engenharia Comércio e Indústria e/ou quaisquer pessoa física que se sentisse prejudicada, poderiam utilizar o mesmo espaço para fazer as suas manifestações, e dessa forma estaria contribuindo para o avanço da democracia.
Porto Velho, 05 de agosto de 2011
Comissão Executiva Estadual do PSOL-RO
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