A bancada do PSOL encaminhou para a Anvisa um ofício para solicitar medidas urgentes e evitar a possibilidade de alteração dos prazos para proibição do Paraquate, agrotóxico altamente tóxico e proibido na União Europeia. O partido também protocolou um requerimento de informações cobrando explicações do Ministério da Saúde.
Em 2017, a Anvisa decidiu que o Paraquate deveria ser banido do país e deu prazo de três anos para que os produtores encontrassem um substituto. O prazo vence no próximo mês.
Nesse período, a indústria aumentou o lobby junto aos órgãos governamentais para que continuassem a usar o agrotóxico. Estudos apontam que o Paraquate pode provocar mutações genéticas e doença de Parkinson.
Em reunião nesta semana da Diretoria Colegiada da Anvisa, o relator do processo sobre o herbicida, Rômison Mota, votou contra a prorrogação do prazo. Também foi pedido vistas ao processo. Importante destacar que a inclusão do assunto na pauta da reunião foi feita com menos de sete dias de antecedência, o que contraria resolução da própria agência e atropela normas internas sobre transparência e participação.


