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PSOL teve papel importante na manutenção dos vetos ao ato médico

Durante manifestação na Câmara, presidente do partido criticou corporativismo dos médicos e defendeu a valorização de todas as categorias da área de saúde  
 
“Em nome da multidisciplinaridade, da valorização de cada categoria da área de saúde e por um sistema único e público de saúde, digamos não ao ato médico”, discursou o líder do PSOL, deputado Ivan Valente, em ato, no início da tarde desta terça-feira (20), na Câmara dos Deputados.
 
O ato foi uma das ações dos profissionais da área de saúde contrários ao chamado “ato médico”. Centenas deles estiveram nos corredores do parlamento para acompanhar a votação do veto presidencial, em sessão do Congresso Nacional, ocorrida noite de ontem (20). Eles defendiam a manutenção dos vetos da Presidência da República à Lei 12.842/2013.
 
O projeto do ato médico foi aprovado na Câmara e no Senado no semestre passado e sancionado pela Presidência da República. O texto aprovado regulamenta a atividade médica, restringindo aos médicos atos como a prescrição de medicamentos e o diagnóstico de doenças, retirando, assim, estas competências de enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, por exemplo. Estas limitações foram vetadas pela presidente Dilma Roussef. Na votação na noite de ontem, os quatro vetos foram mantidos. E o PSOL teve um papel importante
 
“Todas as categorias da saúde têm seu valor, são elas que fazem a saúde do povo. E deve ser o povo o maior beneficiário do sistema de saúde”, afirmou Ivan Valente. O deputado lembrou que o PSOL foi o único partido a votar contra o projeto do ato médico.

 

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