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(RS) Gaúchos marcham pela paz em Gaza

Nesta terça-feira, 13, cerca de mil pessoas vindas de diversas cidades participaram de uma grande passeata pelo centro de Porto Alegre para pedir que o exército israelense pare com o massacre de palestinos na Faixa de Gaza. A marcha teve início após a cerimônia de renovação do Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino no Rio Grande do Sul, ocorrida no plenarinho da Assembléia Legislativa do Estado. Compõem o grupo partidos políticos de esquerda, centrais sindicais e organizações palestinas. Durante o ato, a presidente regional da Sociedade Árabe-Palestina, Fátima Ahmad Ali, leu o manifesto do Comitê.

A caminhada partiu em seguida da Praça da Matriz até a Esquina Democrática, onde os manifestantes deitaram-se sobre uma grande bandeira palestina, representando os mortos deixados pelos ataques israelenses. Também foram queimadas bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, num ato simbólico contra o imperialismo. A manifestação se encerrou com as falas de representantes das entidades que integram o Comitê, entre eles, o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, e o líder da bancada na Câmara de Porto Alegre, Pedro Ruas.

Leia o manifesto:

Em 1947, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a partilha que dividiu a histórica Palestina em dois estados (Israel e Palestina). Quase 800 mil palestinos foram expulsos de forma brutal e sangrenta de suas terras, vilas e lares. Sessenta anos após, o povo palestino continua resistindo à ocupação israelita-sionista, mesmo condenado a sobreviver em campos de concentração dentro de 17,2% do que lhes restou de suas terras, ou a ser cidadãos de segunda categoria dentro das fronteiras de Israel.

O que acontece na Palestina?

A nação palestina sofre um verdadeiro regime de Apartheid: cidades cercadas por muros e arames farpados, mais de 600 postos de controle que impedem a livre circulação, servindo como instrumentos de castigo coletivo à população. A construção promovida por Israel de assentamentos ilegais, os mais de 10 mil presos políticos nos cárceres israelenses, a “ocidentalização” de Jerusalém Oriental, mostram que Israel ocupa a Palestina, militar, econômica e politicamente.

Quem são os palestinos?

Os palestinos são aproximadamente 9 milhões. Quatro milhões vivem na Jordânia, Síria, Líbano e outros paises árabes onde sobrevivem em campos de refugiados. Um milhão de palestinos encontram-se em diáspora nos mais diferentes países. Mais 4 milhões vivem nos territórios ocupados da Palestina, Cisjordânia, Faixa de Gaza e Israel. Os palestinos vivem sob a política segregacionista do governo de Israel, que detém o controle do fornecimento de água, eletricidade e combustíveis. A movimentação dos palestinos é severamente controlada por 600 barreiras militares, Muro da Vergonha com 700km de comprimento e 8m de altura, que corta e cerca a Palestina. Israel controla todas as fronteiras, não permitindo o retorno dos palestinos. A Faixa de Gaza é a área de maior densidade populacional do planeta, com cerca de 4 mil habitantes por quilômetro quadrado.

O massacre

Desde o dia 27 de dezembro de 2008, o exército de Israel vem promovendo um novo massacre. Não podemos chamar de guerra a esta carnificina, onde o quarto maior exército mundial executa indistintamente crianças e mulheres com o pífio argumento de que combate as forças do Hamas. Esta agressão criminal é contra o povo palestino, suas casas, escolas, mesquitas, hospitais, crianças, mulheres e anciões. Terrorismo, para Israel, é qualquer ato de resistência, é qualquer árabe que não se submeta aos ditames dos invasores.

As verdadeiras razões da barbárie

Às vésperas das eleições em Israel, o governo sionista lança os violentos ataques ao povo palestino com a intenção de promover eleitoralmente seus partidos às custas do sangue de inocentes. Ao mesmo tempo que busca, através da força, dividir a nação palestina e seus representantes, para impedir a criação de um Estado Palestino livre e soberano.

O Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino/RS convoca

A todos os democratas do mundo a denunciar esta monstruosidade e combater, de todas as formas possíveis, as atrocidades do governo de Israel e seu comparsas imperialistas, os EUA, com sua política de dominação opressiva, massacrando povos do Oriente Médio, como Iraque, Afeganistão, Palestina, Líbano…

1- FIM IMEDIATO DOS ATAQUES E AGRESSÕES AO POVO PALESTINO;

2- RETIRADA INCONDICIONAL DAS TROPAS ISRAELENSES E LEVANTAMENTO DO CERCO A GAZA;

3- ABERTURA DAS PASSAGENS PARA AJUDA HUMANITÁRIA;

4- FIM DA OCUPAÇÃO MILITAR DO TERRITÓRIO PALESTINO;

5- POR UM ESTADO PALESTINO LIVRE, LAICO, SOBERANO E VIÁVEL.

Entidades e personalidades participantes

Federação Árabe-Palestina do Brasil – FEPAL, Centro Brasileiro de Defesa da Soberania dos Povos e Luta Pela Paz – CEBRAPAZ, Sociedade Arabe Palestina do RS, PSOL, PCdoB, PCB, PSTU, PT, Mov. Avançando Sindical, Juventude Avançando, Comitê pela Libertação da Palestina, União da Juventude Socialista, União da Juventude Comunista, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Sociedade Palestina, SEMAPI, CUT/RS, CTB/RS, CONLUTAS/RS, OAB/RS, SINDIPETRO/RS, Associação Cultural José Martí, Associação de Médicos e Amigos de Cuba, Deputada Federal Luciana Genro, Deputada Federal Manuela Dávila, Deputado Estadual Adão Villaverde, Vereadora Fernanda Melchionna, Vereador Pedro Ruas, Gab. Dep. Est. Marisa Formolo, Gab. Dep. Est. Raul Carrion, Gab. Dep. Fed. Maria do Rosário, Gab. Dep. Est. Dionilso Marcon, Gab. Dep. Fed. Adão Pretto, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, União das Associações de Moradores de Porto Alegre, Corrente Comunista Luiz Carlos Prestes, Clube de Cultura, Sindicato dos Assistentes Sociais.

Foto: Hugo Scotte

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