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Seminário LGBT, de iniciativa de Jean Wyllys, aborda liberdade de crença religiosa

Por iniciativa do deputado Jean Wyllys, do PSOL do Rio de Janeiro, três comissões da Câmara realizam neste terça-feira (14) o Seminário LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) no Congresso Nacional. Em sua 10ª edição, o evento neste ano abre espaço para debates sobre religião e diversidades e reune representantes das diferentes religiões em vigor no Brasil e lideranças dos movimentos LGBTs. Participam também acadêmicos que se dediquem ao estudo das religiões e das transformações da democracia para discutir o tema “A liberdade de crença em relação às outras liberdades individuais”. O lema do evento é “Liberdades, abram as asas sobre nós”.

Recém excomungado da Igreja Católica por criticar algumas posturas conservadoras da Igreja, Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, é um dos palestrantes do evento. Segundo ele, a discussão que o seminário propõe está em sintonia com a ideia de que essas posturas precisam ser revisitadas para que as liberdades individuais sejam respeitadas. “A religião cristã é um caminho de transcendência que não se choca de maneira alguma com a sexualidade. Pelo contrário, para viver o amor cristão é necessário o reconhecimento e o respeito à diversidade sexual”, diz.

O seminário foi proposto pelos deputados Paulão (PT-AL) e Jean Wyllys (Psol-RJ). Para Wyllys, abrir esse debate para a sociedade, principalmente aos agentes do setor da religião, “é imprescindível nesse momento em que o fundamentalismo vem tolhendo os espaços de discussão dos direitos de minorias”. “O seminário será um espaço para debater, dialogar, e aprender com líderes religiosos e especialistas como um direito constitucional – de liberdade de crença – se relaciona com outras garantias constitucionais, partindo da compreensão da própria forma como essas instituições religiosas encaram questões concernentes à orientação sexual e/ou identidade de gênero dos indivíduos”, afirma o parlamentar.

Sociedade plural
Wyllys ressalta que, por ser a sociedade brasileira formada por diferentes modos de vida, diferentes religiões, e conter agnósticos e ateístas, o estado deve assegurar a cada cidadão a liberdade de crença, de não crença, e o direito de livre expressão da sua orientação sexual e da sua identidade de gênero.

O seminário teve início por volta das 9h e segue nesta tarde, no auditório Nereu Ramos, com a mesa “Religião e Diversidades” (Como trabalhar as diferenças culturais para a garantia de um Estado Laico?)”.

 

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