Os servidores públicos municipais de Teresina (PI) decidiram na manhã desta quinta-feira (28), durante assembleia no Teatro de Arena, entrar em greve por tempo indeterminado. Com isso, hospitais e escolas da rede municipal não vão funcionar a partir do dia 29 de abril, sexta-feira. Apenas o setor de urgência dos hospitais ficarão abertos. A Prefeitura de Teresina possuiu 17 mil funcionários públicos.
A categoria reivindica o reajuste salarial de 47%, o pleno funcionamento do Instituto de Previdência do Município de Teresina (IPMT) e a volta das eleições diretas para diretores de escolas.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), Cinésio Soares, disse que a categoria tentou evitar ao máximo a greve, mas a PMT não quis acordo. “Esta está sendo a quarta assembleia que a gente faz, mas não teve jeito. Os servidores aprovaram a paralisação”, comentou o sindicalista.
Segundo ele, houve ontem uma nova reunião entre o Sindserm e o secretário de Governo, Jão Henrique Sousa, mas não se chegou a um acordo.
O Sindicato alega que, apesar da busca pelo diálogo, não foi apresentado nenhuma proposta por parte do prefeito, mostrando um verdadeiro descaso para com a categoria. Por esse motivo, uma multidão de servidores, principalmente da educação e da saúde municipal, compareceu à Praça da Bandeira e, de lá saíram em caminhada parando em frente à prefeitura, seguindo pelas ruas do centro até a Praça da Liberdade.
“O que mais revolta a categoria é que parece que a imprensa piauiense é comprada pela PMT, pois nenhum canal aberto, apesar dos avisos e ligações, compareceu ao evento. Apenas a TV GAZETA, um canal fechado, fez uma pequena cobertura”, desabafou Márcio Melo, professor da rede pública municipal de Teresina.
As principais reivindicações do SINDSERM são:
1. Regulamentação da mudança de nível;
2. Ampliação do horário pedagógico para 40%;
3. Vinculação da G.I.D. ao vencimento;
4. Afastamento com remuneração integral para mestrado e doutorado;
5. Revisão dos descontos do PLAMTE;
6. Garantia de ter consultas e exames, uma vez que paga-se um plano de saúde, mas não se tem vaga quando se precisa.
Fonte: Revista Opinião e Portal RG

