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Setorial de Saúde repudia hostilidade contra médicos cubanos e reafirma luta por um SUS igual para todos

“Se o ódio aos médicos cubanos (ou de qualquer lugar que seja) foi uma materialização ao ódio ao Governo, dizemos: é um erro! Não são os profissionais os responsáveis pelo programas do governo”. Esse é um dos trechos da nota do Setorial de Saúde do PSOL, divulgada nesta terça-feira (27), em repúdio à hostilidade praticada por médicos brasileiros durante a chegada de médicos cubanos em Fortaleza, nesta segunda-feira (26). Se acordo com os militantes do Setorial, as cenas de protesto fazem lembrar períodos da história em que o preconceito, o racismo e a xenofobia eram tratadas como coisas normais.
 
Embora tenha lançado uma nota em julho deste ano, fazendo duras críticas às políticas do governo federal para a saúde pública, inclusive ao programa “Mais Médicos”, o Setorial do PSOL afirma que não há nada que justifique a forma de protesto promovida ontem por médicos brasileiros. “Defendemos o direito à revolta, o direito à indignação, mas não há como defender xenofobia e racismo”, ressalta.
 
Confira abaixo a nota do Setorial de Saúde.
 
Não se Constrói o SUS com Xenofobia! Em solidariedade aos médicos estrangeiros!
 
As cenas do protesto realizado ontem na escola de saúde pública do Ceará nos remetem a tempos terríveis, onde o preconceito, o racismo e a xenofobia eram naturalizadas.
 
Não somos porta-vozes do governo, nem muito menos defensores de suas políticas. Somos contrários ao pacote geral apresentado pelo Governo Dilma para saúde. Nesse pacote, não há nada de combate à privatização do SUS, não há investimento real na atenção primária à saúde, não há nenhuma sinalização para mudança da formação dos profissionais de saúde. E ainda reduz os problemas de saúde a falta de médicos. Portanto, o programa não passa de mais do mesmo. (veja a nota do nosso setorial na integra em http://www.psolsaude.com.br/52).
 
Entretanto, não há o que justifique a forma de protesto de ontem. Defendemos o direito à revolta, o direito à indignação, mas não há como defender xenofobia e racismo. Se o ódio aos médicos cubanos (ou de qualquer lugar que seja) foi uma materialização ao ódio ao Governo, dizemos: é um erro! Não são os profissionais os responsáveis pelo programas do governo. Será que haverá o mesmo com os médicos brasileiros que aderiram ao programa Mais Médicos? Se o ódio aos médicos cubanos é porque são de Cuba, negros ou afins, apenas uma palavra: absurdo!
 
O grito de “escravos” é de envergonhar a história do movimento abolicionista, que teve cearenses como o Chico da Maltide, o Dragão do Mar. Se de fato há escravidão, não é a postura hostil contra os médicos que resolverá.
 
Não se constrói o SUS público, equânime e voltado para as necessidades da população brasileira com tais ações.
 
Toda a solidariedade aos médicos cubanos!
 
Toda luta pelo SUS e contra as ações do Governo!
 
Setorial de Saúde do PSOL

 

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