Centrais sindicais promovem mobilizações unificadas contra PL que regulamenta a terceirização, pela redução da jornada de trabalho, fim do fator previdenciário, destinação dos 10% do PIB para a Educação, reforma agrária, diminuição no preço do transporte público e melhoria na qualidade da educação e da saúde
Depois do último dia nacional de lutas contra a aprovação do projeto da terceirização (PL 4330/04), promovido em 6 de agosto, as centrais sindicais convocam todas as categorias de trabalhadores para o Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, marcado para esta sexta-feira, 30 de agosto, em todo o país. A intenção das organizações dos trabalhadores é reivindicar por mudanças na política adotada pelo governo, que retira cada vez mais direitos dos trabalhadores e não garante à população o acesso a serviços de qualidade na saúde, educação e transporte, entre outros. A paralisação nacional, convocada pelas oito centrais sindicais, está sendo organizada na maior parte estados brasileiros, além do Distrito Federal, e ganha força em todo o país.
Em reunião no último dia 19, representantes de oito centrais sindicais, entre as quais a Intersindical e a CSP-Conlutas, se reuniram para organizar as mobilizações unificadas desta sexta-feira e para debater as negociações da pauta de reivindicações da classe trabalhadora, entregue ao governo e ao Congresso Nacional no dia 7 de março deste ano.
Da agenda de reivindicações da classe trabalhadora, os sindicalistas decidiram destacar para esta mobilização o combate ao Projeto de Lei 4330/04; fim do fator previdenciário; redução de jornada para 40 horas semanais sem redução de salário; reforma agrária; melhoria da qualidade e diminuição do preço dos transportes coletivos; 10% do PIB para a educação e 10% do orçamento para a saúde pública, entre outros. As centrais sindicais decidiram, ainda, apoiar o Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.
Em nota, as centrais ressaltam que o Dia Nacional de Mobilização e de Paralisação será realizado em todo o país, mas que as ações serão prioritariamente nos locais de trabalho – atraso na entrada dos turnos, paralisações, atos e manifestações ao longo do dia.
“As centrais sindicais renovaram os esforços para a construção da unidade como forma de fortalecer a luta dos/as trabalhadores/as para ampliar as conquistas”, enfatiza a nota, divulgada dias depois da reunião unificada.
Militantes do PSOL, organizados nas mais variadas categorias dos trabalhadores e também em movimentos sociais, participarão das manifestações que ocorrerão neste dia 30 de agosto nos estados. A orientação é que seja promovido todo o tipo de manifestação, nos locais de trabalho e nas ruas, e que as categorias que tiverem condições de parar os trabalhos devem promover greves de 24 horas ou paralisações.

