O professor e deputado estadual Carlos Giannazi, durante a Audiência Pública ocorrida por sua iniciativa na ALESP no dia 19 de novembro, reafirmou seu compromisso em continuar a luta CONTRA o fechamento de salas de aula de Educação de Jovens e Adultos (EJA), ação esta promovida sistematicamente pelas secretarias estadual e municipal de Educação. A reunião superlotou as dependências do Auditório Franco Montoro, o que demonstrando a enorme preocupação de estudantes, professores, entidades e sindicatos do magistério com essa nefasta medida, que vem há muito prejudicando o trabalho dos docentes em educar e tirando a oportunidade de quem não teve acesso à escola em idade adequada em aprender.
À mesa, além de Giannazi — membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa —, estavam presentes Maria Cecília (APASE); Benê Castro (SINESP): Arnaldo Ribeiro (APROFEM); Gustavo Reis e Rafael Português ( advogados da Defensoria Pública Estadual); Iraci Ferreira ( Fórum do EJA) e Gicélia Santos (SINPEEM). Participaram da reunião docentes e alunos da capital e do interior paulista.
O deputado enfatizou que o poder público (prefeitura e estado) tem a obrigação de abrir mais vagas para essa modalidade de Educação e reiterou que essa reivindicação é um direito constitucional. Denúncias feitas durante a AP comprovaram que há salas de aulas com 50, até 60 alunos. Giannazi também disse que irá acionar o Ministério Público Estadual, a própria Defensoria Pública, a Comissão de Educação da ALESP e pressionar as duas secretarias a fim de que revejam e ampliem o acesso à EJA, bem como deem publicidade à abertura de matrículas.
Um abaixo assinado e a formação de uma Comissão de alunos e entidades estão também entre as ações sugeridas pelo parlamentar e pela Defensoria Pública a fim de fortalecer a articulação entre o mandato e a comunidade escolar, na busca de uma solução coletiva pressionando juntos os entes públicos. “Se for necessário, faremos um ato público de protesto com estudantes e professores, para obrigar as duas secretarias a manterem os cursos em funcionamento, bem como flexibilizarem as matrículas e fazerem a chamada pública dos alunos”, finalizou Giannazi

