Protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em SP continuam nesta semana
As manifestações contra o abusivo aumento da tarifa de ônibus da cidade de São Paulo não param. Nesta semana que é a 13ª consecutiva de protestos, serão dois atos: um debate na Universidade de São Paulo (terça-feira dia 29) e o grande ato público na Av. Paulista, que desta vez acontecerá na quarta-feira, dia 30.
No dia 5 de janeiro, o prefeito Gilberto Kassab (ex-PL, ex-PFL, ex-DEM e agora PSD), aumentou o valor da passagem de ônibus de R$2,70 para R$3,00, um reajuste de 11% contra uma inflação de 6% desde o último aumento. O prefeito tem se recusado a receber os manifestantes para negociar e seus secretários alegam que só o prefeito pode negociar a redução da tarifa. Por isso, em todas as últimas 12 quintas-feiras, jovens e trabalhadores saíram às ruas para exigir que o Prefeito os receba. Muitas manifestações foram marcadas pela truculência da Polícia Militar, da Guarda Civil Metropolitana e pelos seguranças do Metrô.
Nesta terça-feira, às 18h, está programado o Ato Debate no Anfiteatro da História USP, na Cidade Universitária. Com tema: Transporte Público em Questão, passe livre Já, militantes do comitê de luta contra o aumento da passagem, vão analisar, comentar e mostrar as muitas incoerências e mentiras presentes nas planilhas que Kassab apresentou como justificativa para do aumento. Até o Tribunal de Justiça de São Paulo já determinou que o prefeito tem até o dia 1º/4 para apresentar as justificativas para o reajuste.
No dia seguinte, as 17h, começa a concentração para o ato público na Praça do Ciclista (no cruzamento entre Av. Paulista e Rua da Consolação).
Querem dobrar o número de assessores na Alesp. PSOL é único partido contra
Os líderes dos partidos da Assembléia Legislativa de São Paulo apresentaram um projeto de lei para dobrar o número de assessores por gabinete. Somente o líder da bancada do PSOL, Carlos Giannazi, foi contra a essa proposta que vai aumentar os gastos da casa.
Na proposta, os líderes dos outros partidos dizem que não haverá impacto no orçamento da casa, já que cada gabinete continuaria podendo gastar com o pagamento de salários R$ 94,8 mil mensalmente. Porém caso todos os parlamentares preencham a nova cota de assessores, a Alesp terá de pagar R$ 11,2 milhões a mais por ano em benefícios como auxílio-refeição e auxílio-alimentação.
Giannazi questiona compra de terrenos pela USP
O deputado estadual do PSOL, Carlos Giannazi, protocolou na sexta-feira, 25, no Ministério Público de São Paulo uma representação cobrando a Universidade de São Paulo (USP) a respeito da compra de diversos terrenos fora dos campus da instituição.
O documento pede um posicionamento sobre um imóvel na região da Avenida Paulista, no valor de R$ 3,6 milhões; outro na Consolação, de R$ 7,4 milhões, e três unidades de estacionamento na região de Santo Amaro – duas de quantia equivalente a R$ 10,7 milhões e outra de 2,8 milhões. A USP afirma que ainda não foi notificada.
Ontem, ocorreu uma audiência pública na Assembleia Legislativa, com a presença de estudantes, professores e funcionários, convocada pelo deputado.
Como representante da USP, compareceu o professor Wanderley Messias – o reitor João Grandino Rodas não participou. No entanto, após discutir com manifestantes, Messias deixou a audiência sem discursar sobre sua posição.

