A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) assumiu na última quarta-feira (3) a liderança da bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e no mesmo dia já deu sua primeira entrevista representando os parlamentares do partido para a Revista Fórum. Nela, apresenta quais serão as prioridades da bancada neste ano e sua visão sobre a Câmara e o Senado serem comandadas por aliados de Jair Bolsonaro após a eleição de Arthur Lira (PP) para a presidência da Câmara e Rodrigo Pacheco (DEM) para o comando do Senado.
Sobre as pautas que podem ser discutidas na Câmara, Talíria acredita que o foco do governo dederal, neste momento, é aprofundar políticas econômicas de austeridade e anti-povo. “Eu acredito que a prioridade do atual presidente, que é representante de um setor muito vinculado a pautas econômicas de austeridade vai ser seguir com o desmonte do Estado de Direito seja com a reforma administrativa, seja com ampliação das privatizações, que já estava em curso anteriormente. Isso, inclusive, é nocivo em especial para as mulheres negras das periferias e pobres”, aponta Talíria.
A nova líder do PSOL também aponta para a urgência de se retomar o auxílio emergencial durante a pandemia. “A renda emergencial é fundamental, ela é a sobrevivência para uma ampla parcela da sociedade brasileira. E agora, no auge da segunda onda da pandemia, com muitas incertezas sobre o futuro do enfrentamento ao vírus, essas pessoas não têm o seu único sustento para alimentar a sua família”, analisa a deputada, que está em seu primeiro mandato como deputada federal.
“Sem dúvida a prorrogação e por que não, a ampliação da Auxílio Emergencial é tarefa central nessa conjuntura. Inclusive para fazer a economia sair do buraco que está é preciso que a população tenha capacidade de consumo e entrar na dinâmica de movimentação da economia”, continua.
Talíria Petrone também avalia a dramática situação que os mais de 14 milhões de desempregados têm passado no país em plena pandemia. “Infelizmente, a crise econômica, que está sendo aprofundada pela crise sanitária em curso, amplia significativamente os bolsões de pobreza, são mais de 14 milhões de desempregados, milhares de pessoas que voltam para a linha de extrema pobreza, uma informalização do trabalho que deixa o trabalhador sem saber se vai conseguir levar comida para a mesa todos os dias”, conclui.



