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Trabalhadores do Metrô de Lisboa iniciam ano com paralisação em defesa dos direitos trabalhistas

O ano de 2014 mal começou e, ao que tudo indica, os metroviários da capital portuguesa estão dispostos a deflagrar um movimento de greve ainda este mês. Nesta quinta-feira (09), a categoria promoveu uma paralisação geral, em defesa do transporte público e da valorização dos trabalhadores. A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações já anunciou a realização de novas paralisações parciais nos dias 16 e 23 de janeiro. A greve desta quinta-feira contou com adesão total da categoria, segundo a entidade sindical.
 
Em declarações à Agência Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), confirmou que a parte operacional do Metro de Lisboa esteve totalmente paralisada hoje, não havendo trabalhadores em serviço. Os trens não circularam e as estações mantiveram-se fechadas.
 
“A adesão é total. Está a decorrer mais uma grande forma de luta dos trabalhadores do Metropolitano em torno daquilo que são as nossas reivindicações, que vêm sendo cada vez mais agravadas por força das medidas avulsas que este Governo vai tomando”, disse a sindicalista logo pela manhã.
 
“Os trabalhadores têm feito muito por esta empresa e querem continuar a defendê-la enquanto empresa do setor público e querem trabalho digno e com direitos”, acrescentou.
 
Novas paralisações nos dias 16 e 23 de janeiro
A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações já anunciou novas greves para os dias 16 e 23 de janeiro.
 
Com estas paralisações, os trabalhadores pretendem demonstrar o seu protesto frente às medidas previstas no decreto-lei 133/2012, que visa “abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração”, referiu Anabela Carvalheira.
 
Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o Orçamento do Estado para 2014, que, afirmam, elege novamente como alvo “os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável”, frisou a representante da FECTRANS.

 

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