A vereadora Amanda Paschoal (PSOL – SP) foi alvo de violência política e transfóbica no plenário da Câmara Municipal. O vereador Lucas Pavanato (PL – SP) negou sua identidade de gênero e ainda ofereceu a ela uma bíblia de forma desrespeitosa.
Esse ataque não foi um caso isolado, mas parte de uma estratégia da extrema-direita para deslegitimar parlamentares trans. Diante disso, Amanda acionou o Ministério Público de São Paulo, pedindo a abertura de uma investigação por injúria transfóbica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a transexualidade da lista de doenças mentais em 2018, reafirmando que as identidades trans são variações naturais da diversidade humana. O discurso de Pavanato não tem base científica e reforça a violência contra a população trans no Brasil, um dos países que mais mata pessoas trans no mundo.
Pavanato se colocou como vítima e alegou censura, dizendo estar sendo impedido de expressar sua opinião.
“Transfobia é crime equiparável ao racismo. Não permitirei que usem um espaço público para perpetuar violências contra mim e minha comunidade”, afirmou Amanda Paschoal, reafirmando sua luta por justiça e respeito.

