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Advogados ativistas são presos arbitrariamente durante ato na Praça Roosvelt, em São Paulo

Foi realizada neta terça-feira (01), na Praça Roosevelt, em São Paulo, com a participação de cerca de 500 pessoas, ato pela libertação de dois manifestantes presos durante protesto na Avenida Paulista, no último dia 23. Por volta das 18hs, ativistas de direitos humanos e manifestantes que queriam participar das discussões, passaram a ser revistados pela polícia e ter seus nomes anotados e documentos verificados. Quando os advogados ativistas questionaram o procedimento policial, dois deles foram levados pelos policiais, sem voz de prisão: Daniel Biral e Silvia Daskal.
 
Entre os que pediram a palavra estavam integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), do Sindicato dos Metroviários e de grupos de direitos humanos, como o padre Júlio Lancellotti.
 
Policiais do Choque jogaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar o ato e também lançaram spray de pimenta contra jornalistas que faziam a cobertura.
 
Biral foi espancado pela polícia e circunstanciado por desacato. Chegou à 78ª DP desacordado e na madrugada foi submetido a exame de corpo delito no Instituto Médico Legal.
 
Além dos advogados detidos, mais três manifestantes foram levados para a delegacia, onde contaram com a presença do vereador do PSOL Toninho Vespoli e de um advogado para acompanhar seus depoimentos e garantir sua liberação.
 
O mandato do deputado Ivan Valente repudia a falta de preparo da Policia Militar de São Paulo e a violência contra manifestantes, ativistas e profissionais de imprensa.
 
Assista ao vídeo, divulgado pelo grupo Advogados Ativistas, que mostra o momento em que os advogados foram presos.

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