Os parlamentares do PSOL querem acesso a documentos entregues pela empresária Silvia Pfeifer, dona da empresa de marketing Aeromídia, à Polícia Federal contendo denúncias de corrupção na Infraero. As declarações bombásticas da empresária vieram à tona em entrevista concedida por Pfeifer à Revista IstoÉ do dia 18 de abril deste ano.
O requerimento da CPMI da peraçã Navalha, defendida pelo PSOL, já foi rubricado por 29 senadores, dois a mais do que o necessário, e 153 deputados, 18 abaixo do mínimo de 171.
Os deputados federais Luciana Genro e Ivan Valente formalizaram o
pedido de acesso aos documentos da PF em sessão da CPI no dia 16 de
maio.
A intenção dos deputados do PSOL é que a Comissão investigue as graves
denúncias feitas pela empresária. Nelas, Sílvia Pfeiffer aponta
envolvimento do ex-secretário de Urbanismo da Prefeitura de Curitiba,
Carlos Alberto Carvalho e do Superintendente da Infraero de Curitiba,
Mário de Urarany Macedo Neto, entre outros, em esquemas de recebimento
de propinas em casos de superfaturamento nas obras dos aeroportos.
Luciana Genro, no início dos trabalhos da CPI do Apagão, havia proposto
a convocação da empresária para depor na Comissão, mas o requerimento
foi rejeitado. "É inaceitável que uma denúncia da gravidade da que foi
feita pela empresária não seja objeto de uma investigação pela CPI",
diz Luciana. Para a deputada, o governo está manobrando para mudar o
foco das investigações que deve estar centrado na crise do sistema de
tráfego aéreo e não nas causas do acidente com avião da Gol.
Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Operação Navalha
Em coletiva para a imprensa no Salão Verde da Câmara, os deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Luciana Genro (PSOL-RS), Ivan Valente (PSOL-SP), Fernando Gabeira (PV-RJ), Luiza Erundina (PSB-SP), Raul Jungmann (PPS-PE), Paulo Rubem Santiago (PT-PE) e outros deputados defenderam a criação da CPMI da Operação Navalha, que investiga um grande esquema de corrupção em obras públicas.
O requerimento já foi rubricado por 29 senadores, dois a mais do que o necessário, e 153 deputados, 18 abaixo do mínimo de 171.

