Inspirado pelo boicote cultural ao apartheid na África do Sul, o povo palestino pede ao mundo por um boicote econômico e político a Israel, por meio do movimento Boicote, Desinvestimentos e Sanções (BDS). Nascida em 2005, através do chamado de 172 associações, sindicatos, organizações e partidos palestinos, a campanha internacional se intensificou, principalmente, após os recentes ataques de Israel à Faixa de Gaza, iniciados há pouco mais de um mês, e que já causou a morte de mais de 1.900 civis.
No Youtube, por exemplo, o Opera Mundi divulgou um vídeo com vários depoimentos em que os entrevistados pedem às pessoas que não comprem produtos comercializados por Israel. “Nós, jovens da Jordânia, levantamos voz e começamos a agir para boicotar produtos israelenses de todos os tipos. Espero que minha mensagem chegue a todos até chegarmos à vitória”, comenta um dos entrevistados.
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Em emails, com os mesmos objetivos, uma campanha elenca as várias multinacionais que mantém relações com Israel, e pede solidariedade de todos a favor do bloqueio. Gigantes como a Coca-Cola, Nestlé , Nike, Danone, além de fundos e bancos como o Barclays são acusados de investirem milhões por ano e apoiarem o estado de Israel.
Grandes grupos de mídia também estão na lista divulgada, entre eles, a AOL Time Warner, Revista Forbes, WaltDisney e a News Corporation. O bilionário Ronald Perelman, além de ser dono da revista Forbes, é proprietário da marca de cosméticos Revlon e financia o centro Simon Wiesenthal, que promove o sionismo pelo mundo.

