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Bancada faz ato contra irregularidades do cartão corporativo

A bancada do PSOL realizou, na manhã desta quinta-feira, 21/02, no Salão Verde da Câmara dos Deputados, ato em protesto contra os gastos irregulares com o cartão corporativo e pela transparência nas investigações. Foi a “Feira da Ré-Pública dos cartões”, com exposição de produtos que foram comprados pelos portadores dos cartões.

“Queremos chamar a atenção da sociedade e ratificar nossa posição vigilante nesta CPMI. O que está sendo investigado é a ponta do iceberg da irresponsabilidade”, afirmou a líder do PSOL, deputada Luciana Genro (RS). Ela chamou atenção sobre o acordo histórico que existe entre PT e PSDB de se auto-protegerem em casos de irregularidades cometidas por ambos os partidos. “Ninguém deve ser poupado nas investigações”.

Na feira simbólica, o PSOL apresentou produtos, como a lixeira de alto preço adquirida pelo reitor da Universidade de Brasília, o vinho, roupas, relógios e, claro, a tapioca, com seus respectivos preços, além de cartazes e réplicas de dinheiro sem valor. Ainda hoje, o Senado deve instalar a CPMI.

Para Luciana Genro, a CPMI dos cartões já começa com a marca de “chapa branca”, já que presidência e relatoria ficarão com partidos aliados, que se protegerão nas investigações. O PSOL, apesar de ter reivindicado o aumento no número de integrantes da comissão para garantir maior legimidade nas apurações, proposta que não foi aceita, terá uma vaga como titular que será assumida pelo senador José Nery (PA).

De qualquer modo, o PSOL, através da líder, Luciana Genro, e dos deputados Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP), estarão acompanhando todos os passos da comissão para que as irregularidades sejam investigadas. Para a deputada nesse cenário é importante também o papel de vigilância da imprensa e da população no sentido de denunciar possibilidades de acordos para preservar pessoas do governo e seus segredos.

Luciana Genro lembrou ainda que o argumento, já utilizado pelo governo federal, de que a divulgação de contas presidenciais prejudicariam a segurança não é consistente. “A segurança do presidente jamais estará em jogo por se revelar dados sobre o supermercado ou a lavanderia. Alegar isto é ridículo”.

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