Entre os jogadores de futebol do Bom Senso FC, participaram Alex (Coritiba), Dida e Juan (Internacional), Roberto (Ponte Preta), Gilberto Silva (sem clube), Ricardo Berna (sem clube), Lucas Madalosso (sem clube), Marcus Vinícius (sem clube), Fabinho (ex-jogador), Benjamin (futebol de areia) e Daniel (futebol de areia). Aline Pellegrino e Mayara Bordin representaram o futebol feminino.
A bancada da bola, abastecida pelo lobby dos cartolas da CBF e dos grandes clubes, querem mais uma vez o perdão das dívidas bilionárias dos clubes com a União em questões trabalhistas. Por sua vez, o Bom Senso exige contrapartidas para que haja responsabilização dos dirigentes de clubes que contraiam dívidas desse porte, o que leva a atrasos de salários dos atletas e geralmente representam gestões corruptas.
O Bom Senso, por meio de seu site, afirma que “sem um sistema inteligente de fiscalização contínua com punições escalonadas em que os clubes se adequem a critérios de gestão transparente e democrática (e sem a criação de um órgão para executar tal tarefa) a LRFE (Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte) não servirá de nada ao futebol brasileiro, será apenas mais uma colher de chá entregue com carinho aos responsáveis pelas péssimas gestões que levaram o futebol brasileiro ao estado em que se encontra”.
O líder do Bom Senso, o ex-corinthians Paulo André, criticou em sua página do Facebook os dirigentes que querem a aprovação do projeto de lei como está. “Meus companheiros de profissão, com todo respeito, é hora de deixarmos de ser inocentes úteis. Chegamos ao cúmulo da inconsciência e da exploração. Tudo nos parece normal, rotineiro, inerente ao meio em que vivemos. Dizemos uns aos outros: Ah, deixa pra lá, sempre foi assim… E alguns cartolas, por sua vez, chegaram no limite da malandragem, da lei de Gerson – onde cada um tenta tirar o maior proveito da situação sem se importar com o resto das pessoas à sua volta ou com a sociedade em que vivem.”
O senador Randolfe Rodrigues, um dos organizadores da audiência pública, apoia o Bom Senso FC nas críticas ao projeto. “Como está, ele é insuficiente para mudar a realidade dos clubes e do futebol brasileiro”, afirmou o parlamentar.
O Bom Senso luta pela efetiva democratização e transparência do comando do futebol brasileiro. No abuso da autonomia a que tem direito, a CBF permite a perpetuação de um seleto grupo de cartolas que se locupletam às custas da paixão do povo brasileiro pelo futebol. A campanha #DemocracianaCBFjá percorreu as redes sociais, estádios e personalidades brasileiras. A candidata do PSOL à Presidência da República, Luciana Genro, também aderiu à campanha.
Luciana Genro defende as demandas do Bom Senso e adotou como plataforma de campanha a defesa da democratização do acesso ao esporte, a partir do programa organizado pelo jornalista esportivo Juca Kfouri ainda em 2002, originalmente para o primeiro governo Lula, e entregue à candidata, tendo em vista que não foi implementado pelos governos petistas.
O Bom Senso segue em Brasília para acompanhar a pauta do Plenário da Câmara dos Deputados, que pode levar à votação a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte ainda esta semana.
Bom Senso FC defende mais rigor e transparência na Lei de Responsabilidade do Esporte
O Bom Senso Futebol Clube, movimento dos jogadores que atuam no futebol brasileiro, está em Brasília para criticar e exigir mudanças na proposta de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Na manhã de ontem (5), foi realizada audiência entre o Bom Senso e parlamentares, entre eles o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ). A candidatura de Luciana Genro acompanhou o encontro, através do coordenador geral da campanha e presidente nacional do PSOL, Luiz Araújo.

