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Conferência da Amazônia do PSOL: Financeirização da floresta apresenta contradições

Na terceira mesa da Conferência da Amazônia do PSOL neste sábado (20), sob o tema “Amazônia na fronteira do capital: financeirização da natureza e a transição ecossocialista”, foram apresentadas as contradições da exploração capitalista sobre a floresta.

Junior Hekurari Yanomami, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’Kuana e da Urihi Associação Yanomami, abriu as conversas e trouxe ao debate a situação do território de seu povo com a invasão garimpeiros. Junior apresentou dados que mostram que entre 2016 e 2020 a atuação do garimpo ilegal cresceu 3350%. “Tanto Estado quanto Prefeitura, não fizeram nada para evitar esta situação”, destacou.

A pesquisadora da Universidade Federal Rural Fluminense Camila Moreno apontou que o modelo de economia verde proposto pelo capital não passa de uma atualização do ciclo de exploração da floresta com uma falsa proposta de conciliação e trabalha pela despolitização. “O neoliberalismo verde coopta a luta social buscando a arregimentação de povos tradicionais e a financeirização da floresta.”

Para o vereador do PSOL em Belém Fernando Carneiro não podemos nos acostumar com o discurso de se colocar valor financeiro na natureza por meio da monetização da Amazônia. “Nossa floresta não está à venda. Trata-se do mesmo projeto mesmo projeto aplicado por décadas em nosso país, um projeto de destruição, de destruição de populações tradicionais, e de subserviência ao capital internacional”, comentou.

No domingo (21), se encerra a Conferência da Amazônia do PSOL com a mesa “Imperialismo na Pan-Amazônia: a COP e as propostas do capital”.

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