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CPT repudia “manobra ruralista” que descaracteriza trabalho escravo

Ruralistas propõem nova definição para situação semelhante à escravidão e ignoram legislação vigente. Segundo a CPT, a proposta da bancada ruralista representa um retrocesso
 
A Comissão Pastoral da Terra (CPT), em nota pública divulgada nesta semana, repudiou a manobra da bancada ruralista que articula regulamentação mais leve para a PEC do Trabalho Escravo. Os ruralistas propõem nova definição para situação semelhante à escravidão e ignora legislação vigente.
 
O Projeto de Lei do Senado (PLS 432/2013) que regulamentaria a PEC do Trabalho Escravo (PEC 438) redefine o conceito previsto no Código Penal. Segundo a CPT e movimentos sociais, a proposta da bancada ruralista representa um retrocesso, pois retiraria condições degradantes e violações à dignidade humana como qualificantes de trabalho escravo.
 
Aprovada em maio de 2012 na Câmara dos Deputados, a PEC do Trabalho Escravo prevê a desapropriação de propriedades rurais e urbanas que exploram trabalhadores em situação semelhante à escravidão. Além disso, prevê o destino dessas áreas à reforma agrária e a programas de habitação popular.
 
A legislação brasileira em vigor desde 2003 considera quatro elementos que podem configurar trabalho em condições semelhantes à escravidão: trabalhos forçados, jornada exaustiva, condições degradantes e servidão por dívida.
 
Desde 1995 mais de 44 mil pessoas ganharam a liberdade, em um universo de quase 18 milhões de trabalhadores no campo.

 

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