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Edmilson Rodrigues afirma que ameaças de morte não o intimidarão

O deputado federal Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) compareceu na tarde desta segunda-feira (29) às oitivas de depoentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Federal, que apura a morte e o desaparecimento de jovens negros no Brasil. A agenda da CPI em Belém ocorreu na sede da Assembleia Legislativa do Pará, com a presença do presidente da comissão, relatoria e vice-presidente.
 
Pela manhã, durante a audiência pública da CPI, em Belém, o deputado estadual Carlos Bordalo (PT) revelou, na tribuna, que foi avisado de que ele próprio, Edmilson e o promotor de justiça Armando Brasil estariam marcados para morrer por integrantes de grupos de extermínio investigados em janeiro passado, na CPI da Alepa, quando o psolista exercia mandato parlamentar no estado. Edmilson foi o autor da CPI e Bordalo o relator. A CPI denunciou pessoas, entre civis, empresário, policiais e ex-policiais.
 
Ameaças de morte
Em vídeo, o deputado afirmou que tais ameaças não o intimidarão.
 
“Provamos que esses grupos de extermínio, essas milícias armadas, são vinculadas ao tráfico de drogas e ao tráfico de armas, bem como, ao contrabando. Conseguimos que o Ministério Público denunciasse 15 envolvidos. Essa ousadia, de colocar o dedo na ferida desta barbárie, fez com que os criminosos reunissem e agora ameaçam de morte aqueles que os investigaram. As nossas vidas estão ameaçadas, mas o crime não pode prosperar. Não nos intimidarão”, afirmou Edmilson.
 
O deputado ainda afirmou que irá usar a força institucional de seu mandato e as força dos movimentos sociais para cobrar providências. “Estou procurando autoridades, o Ministério Público, o Ministério da Justiça, o Poder Judiciário e a própria Secretaria de Segurança Pública do Pará para que investiguem profundamente e que ponham os bandidos na cadeia”, concluiu Edmilson.
 
CPI dos grupos de extermínio
Edmilson foi autor e membro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou a atuação de grupos de extermínio no estado, na Assembleia Legislativa, em janeiro deste ano, quando ainda era deputado estadual. A CPI possibilitou o primeiro reconhecimento institucional da existência das milícias, até então ignoradas pelas autoridades. 60 pessoas foram denunciadas.
 
(Relatório final da CPI dos Grupos de Extermínio no Pará).

 

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