A deputada federal Sâmia Bomfim, a deputada estadual Monica Seixas e a vereadora Luana Alves, todas do PSOL-SP, protocolaram representações nos Tribunais de Contas do Município e do Estado de São Paulo pedindo a suspensão imediata dos contratos que permitem ao Banco Digimais, instituição ligada ao Edir Macedo, operar crédito consignado para servidores públicos.
A iniciativa busca impedir novas operações do Banco durante as investigações de suspeitas de fraude reveladas pela Operação Miragem, da Polícia Federal.
As parlamentares questionam as decisões das gestões de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas, que mantiveram o banco credenciado para atuar junto aos servidores municipais e estaduais mesmo diante de indícios de fragilidade financeira. Nos documentos, elas defendem que havia o dever de fiscalização permanente sobre as condições das instituições autorizadas a oferecer esse tipo de crédito.
As representações destacam que as investigações apontam suspeitas de gestão fraudulenta, manipulação contábil e ocultação da situação financeira do banco, além de irregularidades em operações que envolvem mais de R$ 660 milhões em créditos consignados. Segundo as parlamentares, esses elementos exigem uma atuação imediata dos órgãos de controle para proteger o interesse público e os servidores.
Nos pedidos encaminhados ao TCM e ao TCE, Sâmia, Monica e Luana também solicitam auditorias nos processos que autorizaram a atuação do Banco Digimais, a notificação dos gestores responsáveis e a aplicação de sanções caso sejam confirmadas irregularidades. Elas argumentam que a continuidade dos contratos pode ampliar os prejuízos enquanto as investigações seguem em andamento.

