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Em novo caso de corrupção, Alstom tem R$ 282 milhões bloqueados pela Justiça

A Justiça decretou na última segunda-feira (2) o bloqueio de R$ 282 milhões da multinacional francesa Alstom e do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE), Robson Marinho.
 
A decisão é resultado de ação civil de improbidade administrativa por atos de corrupção proposta pelo Ministério Público. Na ação, o MP acusa Marinho, conselheiro indicado pelo então governador Mario Covas (PSDB), de ter recebido propina para favorecer a Alstom em uma licitação, em 1998.    
O contrato se refere à modernização da transmissão de energia no Estado de São Paulo. A assinatura do aditivo ocorreu no dia 15 de julho de 1990 entre a Eletropaulo e a Cegelec, empresa pertencente ao grupo Alstom.
 
Esse não é o único caso de envolvimento da multinacional francesa em esquemas de corrupção no Brasil. Em fevereiro do ano passado, a Alston admitiu ter pago uma comissão equivalente a R$ 1,6 milhão, em janeiro de 1999, para vender equipamentos para a hidrelétrica de Itá, no estado de Santa Catarina. O valor corresponde atualmente a R$ 6 milhões.
 
A Alstom também está envolvida em um esquema de formação de cartel em licitações do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. As irregularidades foram delatadas em julho de 2013 pela multinacional alemã Siemens, que também fazia parte do esquema.

 

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