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Em pronunciamento no Grande Expediente, Ivan Valente avalia a conjuntura e as manifestações nas ruas

Durante a sessão plenária desta terça-feira (16) o deputado Ivan Valente, presidente do PSOL Nacional, fez um pronunciamento no Grande Expediente (fase da sessão plenária que sucede à do Pequeno Expediente com duração improrrogável de cinquenta minutos. Destina-se aos pronunciamentos parlamentares de até vinte e cinco minutos para cada orador, incluídos aí os eventuais apartes concedidos). No pronunciamento, o líder do PSOL fez uma avaliação sobre a conjuntura do semestre que se encerra, com destaque para as manifestações que tomaram as ruas de todo o país no mês de junho.
 
“Nós vivíamos uma espécie de paz dos cemitérios aqui no Brasil: governabilidade conservadora, votações empedernidas, sempre ou na maioria das vezes contra o interesse popular. De repente, como se de um raio azul surgisse, houve uma grande movimentação popular. O povo estava nas ruas, em manifestações que não se viam, na minha opinião, desde a campanha das Diretas Já, mais do que no Fora Collor. Ou seja, o povo foi às ruas para protestar e para mostrar uma grande insatisfação”, disse o presidente do PSOL.

Ressaltando que o que impulsionou os atos de protesto foi a reivindicação pela redução da tarifa de transporte público em várias cidades e a melhoria do transporte público, Ivan Valente citou as cidades onde as manifestações foram maiores, com uma participação surpreendente da população. “Houve manifestações de 300 mil pessoas em São Paulo; no Rio de Janeiro, posteriormente, houve ainda maiores, e inclusive em cidades em que não havia movimento organizado. É o caso de Belo Horizonte, de Fortaleza e, depois, aqui de Brasília, em que houve manifestações gigantescas não só reivindicando o gatilho dos transportes mas conseguindo vitórias, porque o que aconteceu em centenas de cidades foi que se recuou no preço da tarifa. Ou seja, o povo sentiu o gosto da vitória”.

Para o presidente do PSOL, é fundamental registrar o peso da participação popular, o que é uma importante novidade. Ele também citou, em seu pronunciamento no Grande Expediente, a queda da popularidade do governo federal e de governos estaduais frente às grandes manifestações de rua. “O povo foi para a rua, perdeu o medo de ir para a rua e, mais, perdeu o medo inclusive de enfrentar a repressão policial. Isso realmente é uma grande novidade, porque ela pode voltar com força em novas ondas e com mais radicalidade. O que ocorreu a partiu daí é que não só o Governo Federal sofreu uma derrota e uma queda de popularidade de 30%, mas os Governos Estaduais também, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais”, pontuou Ivan, para quem os governos viraram o foco do descontentamento pela falta de resposta a serviços públicos essenciais.
 

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